Capitulo 45 O pior de tudo
o despertador tocou alto e me sentei com uma puta dor de cabeça.
--mas que..droga.--falei grogue de sono com o quarto ainda escuro tendo apenas os números vermelhos a piscar no painel do despertador digital do lado da cama na mesinha estrategicamente posicionada.
era quatro da manhã e na hora o desliguei me deitando de volta e me aconchegando nos cobertor.
eu tive que abrir os olhos novamente para perceber aquela estranha sensação.ontem,Melo me deixou no frio e agora estava ali mais quentinha e confortável no meu cantinho. ela me cobriu e agora estava dormindo com sua camisola de renda sendo a única coisa que cobria sua pele.suas pernas se mexiam e o tecido cruel subia me revelando suas coxas.olhei para seu rosto adormecido e a safada era incrivelmente linda.ela acordou e seu olhar veio direto a mim.
--posso tirar a camisola se quiser olhar melhor Summer.--disse ela toda provocante. Rezei.
--seu despertador tocou.--respondi fingindo que não vi nada.
--eu ouvi,me acordo mais cedo para organizar algumas coisas do colégio.os clubes precisam de supervisão.fique a vontade para dormir mais um pouco.hoje é sábado,não tem aula e graças a sua queridinha você esta fora desta responsabilidade.
--graças a isabela,boa noite.--falei a contragosto.
--já é praticamente dia.--disse ela tentando me animar de alguma forma mas sem chance.
--não ate clarear.
ela se levantou e eu apaguei mais uma vez na cama.eu estava esgotada mas quando o quarto começou a esquentar e o dia nascer me coloquei de pé. as cortinas estavam abertas e um copo de café me esperava sobre a escrivaninha.
fui ate la e peguei a xícara e o calorzinho e o cheiro maravilhoso foi minha perdição.ele tinha sido colocado recentemente então pensei que Melo tinha me feito uma visita.
procurei por ela na casa e a achei na sala de estar, digitando concentrada em seu notebook as notas das ultimas provas e ao me ver sorriu desprendendo sua atenção do trabalho.
--bom dia Summer.
--bom dia Melo.adorei o café.
--vai precisar.é um longo dia,não se esqueça.
--eu só queria agradecer pela estadia.eu me diverti.em outro tempo eu imploraria por mais disto.
--fique a vontade para voltar.minha casa sempre estará aberta para você.
depois do banho eu me arrumei e pronta mais uma vez me despedi da diretora e sai. sábado brilhava com seu céu azul e o frio da manhã só me dizia que o dia tinha tudo para ser o melhor.
a mãe da Isabela e eu começamos com o pé errado mas eu sabia que poderíamos nos entender. ela podia ser irritante mas eu sentia que conseguia conquistar o carinho da velha.
peguei o busão e parti para casa da Isabela. não levou minutos e ja me via a frente da sua casa avistando Daniel trabalhar no seu balanço da varanda.
subi as escadas da varanda procurando ver o que ele retocava mas fui surpreendida por ele me notar antes de qualquer susto.
--bom dia summer.--disse ele sem se virar.
--quase te peguei.--falei animada arrancando dele um sorriso.
--tô ocupado ate a tampa com minha ex aqui.acredita que ela me fez arrumar a casa dela?depois da bagunça deixada pelo assassino.meus dedos não aguentam mais nenhuma martelada.--disse ele indignado examinando os dedos.
--era o mínimo mas odiei não te ver aqui ontem.
--ela é um dragão não é?(rs)
--ela é tóxica.
--igual a chernobyl. ficar muito tempo próximo a ela te contamina,posso parecer pior falando isto dela mas ela não era assim..agora deixe ela comigo.isabela ta la dentro.
--tô pensando em um passeio.talvez de bike ou sei la uma pescaria?--perguntei qual seria o melhor mas daniel me olhou de uma forma tão duvidosa que me preocupei com o que poderia descobrir vindo dele.
--o que foi?
--talvez ela não queira.
--ué? isabela?por que não?--perguntei e daniel me olhou pensativo e isto me deixou apreensiva com o que descobriria.
--é como se tivessemos voltado no tempo.ela me evitou desde que cheguei e a mãe dela ta ai vigiando cada passo dela.
--por que?
--ela deve ta suspeitando de alguma coisa.disse algo a ela?
--ah claro,lembrei. eu disse que sou prostituta e você me contratou.para porr*,eu não falei nada!--cruzei os braços indignada.
--(rs) vá com calma. seu humor não é entendido por todos.
entrei na casa e de imediato vi a senhora winter na sala em meio a um telefonema.acenei e ela desta vez não me encarou dos pés a cabeça e apenas apontou para a cozinha.
segui aliviada mas chegando na cozinha finalmente achei isabela. ela estava de costas retirando do microondas um cupple noodles para comer.o cabelo longo solto e molhado do banho batendo na suas costas da regata branca e a calça moletom do pijama que usava nas noites frias.os pés descalços roçavam um no outro e eu não me importei com a mãe dela la na sala e fiquei ali recostada a parede observando a obra de arte que era isabela. Ela estava tão concentrada em comer que nem reparou a boba que eu era a espiando.
meu sorriso no rosto não sumia vendo ela devorar aquele macarrão fora de hora sem notar minha presença e minha vontade era de agarrar ela pela cintura e beijar seu pescoço ate ouvir ela gem*r quando minha mão invadisse sua calça.
era louco pensar que minha tentação estava quase me controlando e esquecendo da sua mãe na sala, me aproximei dela e que orgulho de mim sendo tão silenciosa,cheguei a ela deixando minhas mãos repousarem agarradas a sua cintura mas tudo que ganhei dela foi o estremecer de seu corpo e quase a perda do seu copo de macarrão.
ela virou me olhando palida do susto.
--bom dia,desculpe eu não evitei.(rs)
--puta merd* summer.--ela se afastou de mim deixando o copo sobre a bancada e buscando ver sua mãe que ainda estava na sala alheia de nós.--quase me matou do coração.--disse ela sussurrando
--senti saudades.--falei mas tudo que ganhei foi um olhar nervoso e indiferente com ela balançando a cabeça negativamente quase revirando os olhos.
isabela voltou para seu macarrão desviando de mim e sua cara cansada e desinteressada me deixou curiosa. Ela estava aborrecida e a carinha que ela fazia era a melhor,porque ela ficava fofa mas a pior era ela se tornar um bloco de gelo.
--hey..--chamei sua atenção falando baixinho.
--o que?--sua reposta veio fria e cheia de impaciência.
--eu não parei de pensar um minuto em você quando sai..--falei baixinho em seu ouvido antes que ela se afastasse novamente,o que durou segundos com ela fugindo para o outro lado da bancada. Sei que ela estava nervosa por causa da mãe dela mas aquela adrenalina estava me excitando na hora errada.
--e como foi?se divertiu com a diretora?ela deve ter falado de suas notas a noite inteira.--ela falou me ignorando completamente.nem fingir que estava gostando de comer aquele macarrão ela conseguia. seu olhar entristecido parecia ter chorado a noite inteira mas também pareciam vermelhos de raiva. o que tinha acontecido com ela?
--eu prefiro falar da gente. o que você tem ein?sabe que eu e a diretora temos nossas rixas.só fui pra la porque voce pediu.
--não vejo por esse lado,ela te acolheu hoje,ei,quem sabe ela pode te ajudar com mais um dia..pelo menos ate minha mãe ir embora.
--o que essa bruxa da sua mãe ta aprontando?
--fala baixo!por favor..--sua mão veio a minha boca quase como um surto.a retirei vendo ela paranoica espiar a sala.
--ta com medo dela?--perguntei baixinho e ela ficava confirmando se a mãe estava ocupada ou ouvindo tudo, coisa que claramente não estava.
--só..tente ignorar ela este final de semana summer eu te imploro..--ela me pedia isto com a cara cansada e o jeito que seus passos viam a minha direção me fizeram pensar alem dos meus limites. Isabela estava diferente.
--você ta bem isabela?
--eu só tomei um calmante..
--calmante?(rs) parece que tomou dez!--tentei tocar o pulso de isabela e ela estava fria como nunca vi mas antes que eu dissesse algo ela se afastou.
--ela só quis ajudar.eu não conseguia dormir..--Isabela foi a mesa e era nitido sua expressão distante mas ao mesmo tempo desfocada do resto do mundo fora daquela maldita sala onde a bruxa conversava no telefone.
--te deixando deste jeito?--Aquilo me irritou,isabela só me pedia para parar como se qualquer palavra minha fosse destruir o mundo.
de repente ela entrou na cozinha e o sorriso na cara me incomodou.isabela tentava disfarçar mas ela estava péssima.
--isabela..deveria comer uma fruta.essa porcaria industrializada logo agora de manhã?se tivesse comido ontem a noite no jantar que preparei não estaria fazendo isto.
--desculpa mãe..
--posso te fazer uma vitamina.--sorri a isabela e ela tentou não sorrir de volta mas era inevitável,minha gatinha me adorava.
--summer,não é?--perguntou a senhora winter virando a mim como se não soubesse.--você também estuda em Fortcastle?
--estudo.--respondi prontamente.
--por isso achei suas roupas jogadas por todo o quarto da minha filha.passa muito tempo aqui né?daniel nem pra por ordem nessa casa serve mas me diga,o que faz quando ta com isabela?sem ofensas filha mas você ta enorme.--o comentário era ridículo e isabela me olhou tensa.
--não me sinto assim..--respondeu isabela e fiquei aliviada.
--fala sério,ela ta super gost..super em forma!--falei quase me entregando a senhora winter.--diferente de antes a gente se diverte muito no bosque, no fliper,na praia!(rs)pensei ate que poderiamos ir hoje ja que o dia ta lindo!a gente pode chamar os pirralhos.
--pirralhos?quem são?--sem um sorriso na cara a senhora winter perguntou a isabela.
--uns amigos mãe.
--de quem são filhos?
--isso importa?--me meti no meio.
--pra mim importa.é o que diferencia se minha filha ta saindo com alguém decente ou um viciado. eu conheço?
--não sei mãe.
--cuidado filha.--ela passou dando um tapinha no rosto de isabela a confortando daquela piração e isabela ficou ali paralisada,aceitando toda aquela loucura mas naquelas condições eu não esperava outra coisa. Isabela estava se anulando para convencer a mãe que estava tudo bem.
ela estava mal como nunca vi e depois do meu olhar sobre ela isabela subiu para o quarto envergonhada.
--isabela.--a chamei mas ela seguiu correndo.
tive que ser rapida para acompanhar ela e alcançar a porta do quarto dela ainda aberto.
--isabela..--assim que entrei vi ela me abraçar de uma vez e chorar no meu ombro.
ela chorava baixinho,contendo sua própria dor para aquela tirana no andar debaixo não ouvir e isto me cortou a alma.aquela mulher estava destroçando tudo de bom que ainda existia nela.
--eu não quero ficar aqui sozinha.não me deixa aqui sozinha abby.--entre soluços ela me implorou.suas mãos se agarravam no meu corpo como se a qualquer momento fosse me perder.
respirei fundo e limpando seu rosto beijei sua boca e ela tinha o sabor de suas lágrimas.eu odiei.
--eu fico.ela vai ter que me arrancar daqui para me mandar embora.(rs)--ver um pequeno sorriso no canto de sua boca foi uma luz tão grande de esperança surgindo que me separei dela,fechei a porta do seu quarto e a partir daquele momento minha rebelião havia começado.
--o que quer fazer?pode me pedir o mundo que farei.
--só podemos ficar na cama,juntas..--ela pegou minha mão e me guiou ate sua cama.--quero lembrar do seu cheiro,dos seus braços me apertando forte.
deitamos com ela se aconhegando em mim,protegida do mundo e nem mesmo assim ela deixou de chorar.era muita dor que quase estava me fazendo desabar vendo ela tão mal.
--ela não pode te tocar comigo aqui.--falei a apertando firme como ela queria e nossos dedos entrelaçados se tornaram um selo que não seria fácil de quebrar.
seu choro aos poucos cessou e a visão da cartela vazia de remédios sobre a escrivaninha dela me fez odiar a mãe dela.isabela dormiu sem saber da bagunça na minha cabeça e fiquei ali por duas horas atenta a ela e a porta fechada do quarto mas a senhora winter não nos daria este gostinho por muito tempo.
toc toc toc toc
la se vem a desgraçada.
o ódio era algo que eu não gostava de cultivar.era horrível para mim, para meu trabalho e pior ainda me fazia perder dinheiro, e neste jogo do daniel, onde meu contrato era apenas ser uma boa amiga, me vi quebrar todas as minhas regras me apaixonando por isabela e ela por mim.nossos sentimentos vinham primeiro e eu ia manter minha palavra. ela só me tiraria daquele quarto arrastada. eu ia me odiar pelo que viria se ela escolhesse esse destino porque somente eu sabia como eu ficava com raiva.
--isabela poderia abrir a porta?sabe que não gosto de portas fechadas.--disse a mãe dela do lado de fora do quarto.
isabela acordou com um susto e a acalmei.
--voce trancou a porta?--perguntou ela baixinho se desesperando para levantar e atender a vontade de sua mãe porém a segurei e a acalmei.seu olhar desacreditado fixou em mim a cada batida forte na porta que ela dava.
--Isabela!abra logo essa porta!!ISABELA!--a forte batida desesperada e cheia de raiva me apontavam que a senhora winters estava no ponto para fritar por tanta desobediência que na cabeça dela existia.
me ergui da cama deixando uma isabela nervosa por não conseguir me segurar para seguir ate a porta e calmamente abrir-la.
Ela entrou como um vento forte invadindo tudo e no centro do quarto encarou Isabela na cama e logo seu olhar raivoso se voltou a mim.sinistro e arregalado,ainda mais com a cama que ela odiou ver desarrumada e isabela toda bagunçada com sua cara de sono e choro.cruzei os braços e sorri gentilmente a ela mas seu riso incrédulo era a ponta do iceberg de sentimentos nela que estavam prestes a afundar nosso barquinho.ela ia explodir de raiva.
--já fazem duas horas que estão trancadas aqui dentro deste quarto!!!--o tom dela fez Isabela ficar sem reação mas agora era minha vez. Sorri.
--estavamos dormindo.--respondi e ganhei o olhar dela na hora.
--dormindo?é quase meio dia!!não é hora de ficar na cama ainda mais de portas trancadas!
--(rs) não estavamos fazendo nada chefinha.meu bebê estava cansadinha.--retruquei sorridente e isabela estava para ter um treco paralisada.
--esse é o problema!nada é tudo que você sempre fez Isabela!NADA!!e você dê o fora daqui.ja basta daniel com a bagunça que essa casa se tornou!ele deixa qualquer uma entrar aqui e minha filha fica aqui largada as traças!!?some com essa historinha de chefinha.vai!
--eu não vou sair.
falei tranquila mesmo sabendo que estava escolhendo guerra com aquela megera.ela virou para mim indignada e isabela petrificada sentada na cama balançavam a cabeça me implorando para não começar aquela batalha mas respirei fundo e vi a senhora winters vir contudo em minha direção.
--esta casa é minha.--ela tinha autoridade mas mentia.
--esta casa é do daniel e sei que ele odiaria que eu saisse daqui.--fui tão calma que até me surpreendi comigo mesma.
--(rs) garota você não me conhece. você não é nada para esta familia e muito menos para minha filha! chega a ser um absurdo logo voce me confrontar!saia agora!
--summer..--Isabela parecia a beira de um precipício mas nessa eu seria firme.
--não!--respondi a ela e a mãe.
--ja entendi.(rs) você é a nova putinha dele né?(rs)por isso acho suas calcinhas por toda parte!--ela tinha um ponto mas se enganou novamente.
--é,eu sou a nova putinha e você vai me ouvir.--puxei a cadeira da escrivaninha da isabela para o meio do quarto e a fiz sentar de frente a mim. sua cara assustada pelo meu tom furioso de voz me deu a chance de ver este feito com perfeição mas agora eu tinha que ir ate o fim pela sua atenção.
--summer,por favor caralh*..eu to pra ter um treco.--isabela respirava descompassada temendo pela sua mãe mas eu não ia pegar leve.
--não isabela sua mãe precisa saber!!
--saber o que??!!--a senhora winters arregalou os olhos nervosa.
--que você é uma grande vadia e não percebe o mal que ta fazendo para a própria filha.
--c-como se atreve..--ela fez menção em se levantar mas a empurrei novamente para a cadeira e a virei de frente a cama.de frente para isabela.
--olha pra ela porr*!olha!!!você ta adoecendo ela porque acha que pode fazer dela o que quiser mas diferente das merd*s cheias de mentiras que você inventa e escreve nas suas revistas sobre vida perfeita, corpo perfeito ela é real!!!ela pode sorrir e te amar se deixar ela respirar!!você ta sufocando ela com toda essa merd* de proteção excessiva..mas olha para ela..ela ta feliz??ela ta feliz com você e suas criticas senhora winters?não..mas ela sempre ta feliz comigo e eu não ligo que goste ou não de mim mas eu só queria que soubesse.
A senhora winters olhava estática para isabela na cama mas dizer aquilo além de saboroso como o gosto da vitória vendo ela perceber todo o mal que fazia a própria filha a vi me encarar de uma maneira diferente.
--ela fala por você filha?--perguntou ela a isabela que engolia o choro com tanta verdade finalmente exposta.
--mãe,por favor..
--me responda!!--ela gritou mas isabela não teve coragem de responder mas acenou confirmando com a cabeça enquanto a baixava.
--que gritaria é essa aqui??--Daniel entrou no quarto e tudo que viu fo sua ex levantar da cadeira e vir voando como uma bruxa na minha direção.Daniel a pegou a tempo dela agarrar meu cabelo e me puxar para perto dela. uma onça feroz presa nos braços do daniel. Cruzei os braços vendo aquela cena patética dela tentando me alcançar. Eu sorri na cara do perigo.
Isabela por outro lado pulou da cama e se colocou a minha frente,me mantendo protegida como um escudo e nem toda raiva da senhora winters me tirou a atenção do toque quente de sua mão em meu pulso. Isabela me segurava a todo custo e pela primeira vez seu olhar não era de medo na frente daquela tirana.
--como pode daniel!!??trazer essa vagabunda para esta casa!!
--o que é isso!!??--daniel estava desacreditado.
--minha filha me ama!!!ela se preocupa comigo!ela sabe que eu sei o que é melhor para ela!!!ai você vem e me aparece com essas merd*s para por na cabeça dela!!!botando minha filha contra mim!!???
--elas são amigas!!summer se preocupa tanto com ela como você!--disse daniel segurando com toda sua força a ex.
--eu vou quebrar a sua cara sua desgraçada!--disse ela a mim de uma forma tão agressiva que me lembrei dos velhos tempos de beira de estrada. Quase ri.
--não solta ela não daniel..ela vai se machucar--avisei provocando mas isabela me repreendeu.
--summer para!mãe por favor não vem para cá.eu não vou permitir que machuque a abby.--o tom choroso de isabela era o pior de tudo nisso.
--ta vendo daniel!!?é disso que eu to falando.--aos gritos ela apontou para mim e daniel a puxou firme para ganhar a atenção dela.
--você ta assustando a isabela.chega!!--disse ele a senhora que apenas ficava mais pálida com todos contra ela.
--tira essa menina daqui daniel,ou eu vou fazer uma loucura!
Daniel olhou para mim cansado daquela louca e ele não precisou dizer o que queria.
--Summer por favor.--ele disse calmamente recuperando o fôlego naquele momento de calmaria.
--pai!!!?não..--Isabela me segurou firme.
--sério daniel?--perguntei e ele acenou
--vamos.
daniel soltou a ex e veio a mim me separando gentilmente de isabela e me conduzindo para fora do quarto.nem preciso dizer que a megera me olhou toda satisfeita com ele cedendo ao seu capricho e assim que ele fechou a porta parei a sua frente indignada.
--que merd* é essa?!!você me queria aqui!!
--ela ta surtando de raiva agora e bater boca com ela só vai piorar!vai pro meu quarto e não sai de la.
--mas..
--aconteça o que acontecer você não vai sair de la ok?você não sabe o quanto essa confusão é perigosa.basta ela te denunciar e teremos um problema.agora vai.
ele me guiou ate o quarto dele e me tremi de raiva por ouvir isabela chorar com aquela maluca em seus ouvidos,reclamando e falando mais merd*.segui ate a porta e segurando a maçaneta a girei e minha surpresa foi ver que estava trancada.
--porr* daniel!
esmurrei a porta só ouvindo daniel e seus passos apressados a se aproximarem.
--desculpa summer,eu abro depois para você mas agora..fique calma,vou cuidar de tudo.
ele não ia cuidar de tudo e era por isso que eu estava ali e me sentir incapaz era uma merd*.
Fim do capítulo
Quem já está querendo a senhora Winter na fogueira?
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millah Em: 20/07/2026 Autora da história
Boa ideia