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Sob as Sombras de Nova Esperança por Dinha Lins

Ver comentários: 5

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Palavras: 1724
Acessos: 327   |  Postado em: 14/06/2026

Capitulo 36

Capítulo 36

 

A verdade é filha do tempo, não da autoridade." - Francis Bacon

 

Os dias na corriam intensos, Diana se dedicava às reformas e contratações para as fazendas, nas reuniões diárias com Brito, Mariana e Liz, mas nunca deixava de falar com Ana Carolina. As conversas eram diárias, normalmente a noite aós os afazeres das duas, elas ainda não tinham conseguido se encontrar, as duas trocavam confidências, riam de situações.

No momento Diana estava relembrando a conversa da noite passada, onde Carol cobrou a conversa que o avô dela pediu.

- Di, meu avô perguntou novamente quando você vai falar com ele.

- Carol...

- Di... Ele quer apenas conversar, saber o que você realmente tem sobre tudo o que aconteceu com nossos pais, ele merece saber o que realmente aconteceu com o filho.

- Eu sei.. - Diana respirou fundo. - Só não sei como vou agir diante do seu avô, Carol. Me dê alguns dias, ou melhor até o fim de semana e prometo a você que vou marcar dia e local para conversa com seu avô.

Carol ouviu em silêncio. Entendia o receio de Diana e a inquietação do avô.

- Vou dizer a ele que próxima semana vocês conversam.

- Certo. Agora que essa parte está resolvida, quando nós duas podemos nos encontrar Dra Ana Carolina?

- O que acha de amanhã a noite? Vou sair do plantão e folgar dois dias, não estarei indo a atendimento ou em alguma clínica da região.

- Hum... Gostei dessa informação.

Nesse momento Brito bate a porta pedindo que Diana vá até os escritórios para resolver algumas coisas, Diana balança a cabeça tentando voltar ao tempo presente .

###########

Liz e Alice viviam um momento diferente. As duas estavam se conhecendo melhor, e as ligações diárias se tornaram rotina.

Alice não perdia a oportunidade de flertar, e fazia isso de forma descarada, deixando Liz sem jeito. - Você fica linda até quando está descabelada. - dizia Alice durante uma chamada de vídeo, rindo ao ver Liz corar.

Liz tentava disfarçar, mas não conseguia esconder o sorriso. - Você não presta, Alice... - respondia, balançando a cabeça, mas sentindo o coração acelerar.

As conversas se estendiam noite adentro, cheias de risadas, confidências e olhares que diziam mais do que palavras. Liz, normalmente tão firme, se via vulnerável diante da ousadia de Alice. E Alice, encantada, aproveitava cada oportunidade para provocar.

Com o tempo, ambas perceberam que estavam cada vez mais envolvidas. Até que, em uma dessas conversas, Alice sugeriu: - Vamos parar de conversar só por vídeo ou mensagens durante o dia. Quero ver e tocar você Liz, vamos jantar no meu apartamento?

Liz hesitou por um instante, mas o brilho nos olhos de Alice foi irresistível. - Está bem... - respondeu, sorrindo tímida. - Vamos jantar.

Alice comemorou como se tivesse vencido uma batalha. - Então está marcado. E não pense que vou deixar você escapar fácil, Liz.

O clima entre elas era de encantamento, de descoberta. Duas mulheres que encontravam uma forma de se aproximar e se fortalecer juntas.

No fim do dia, após o jantar, Liz e Diana conversavam no quarto. - Então quer dizer que a Alice convidou você para jantar amanhã à noite? - perguntou Diana, ajeitando-se na cama. - Sim... - respondeu Liz, mordendo o lábio. - Estou nervosa, Di. Não sei bem o que esperar... ou melhor, o que ela espera de mim.

Diana arqueou a sobrancelha. - Não entendi...

Liz desviou o olhar, corando. - Você sabe... Ela pode esperar que nós duas... que aconteça alguma coisa.

- Que aconteça o quê? - Diana provocou, rindo.

- Di... - Liz suspirou, sem jeito.

Diana riu mais alto, balançando a cabeça. - Amiga, não acredito que a Alice vá fazer algo que você não queira. Muito menos que você se sinta obrigada a algo além do que deseja. Você está falando de sex* no primeiro encontro, não é?

- Sim... - Liz admitiu, quase num sussurro.

Diana segurou a mão da amiga, firme. - Olha, conversa com ela. É a única opção. E outra coisa: você não precisa ter medo de dizer o que sente. Se ela realmente gosta de você, vai respeitar seus limites.

Liz respirou fundo, ainda insegura. - É que... ela flerta comigo o tempo todo, Di. Eu fico sem jeito, mas ao mesmo tempo... eu gosto.

Diana sorriu, cúmplice. - Isso é ótimo, Liz. Quer dizer que você também está encantada. Só não deixe o nervosismo te atrapalhar. Seja você mesma.

Depois de alguns segundos de silêncio, Diana completou: - Aliás, amanhã você vai comigo. Eu deixo meu carro com você, porque pretendo passar a noite com a Carol. Assim, se quiser sair mais cedo ou se sentir desconfortável, já tem como voltar.

Liz sorriu, aliviada. - Obrigada, Di. Você sempre sabe o que dizer.

Carol e Alice conversavam no apartamento de Carol. Alice estava visivelmente animada. - Amanhã é o jantar com a Liz... estou tão ansiosa, Carol. - disse, sorrindo.

- Percebe-se Alice. Desde o hospital que você fala nesse jantar.

- Quer parar? Tá me chamando de repetitiva, é?

Carol riu, divertida. - Repetitiva você? Jamais Dra Alice, mas,o primeiro encontro no seu apartamento? Você não perde tempo, hein?

Alice parou por um instante, o sorriso se desfez. - Você acha que estou forçando uma situação? - perguntou, nervosa. - Talvez eu devesse levá-la a outro lugar... um restaurante, sei lá. Não quero que ela pense que tenho segundas intenções.

Carol se aproximou, colocando a mão no ombro da amiga. - Alice, calma. Se você está preocupada, é porque se importa com a Liz e isso já mostra que não está tentando forçar nada. Mas se acha que pode deixá-la desconfortável, então muda os planos.

Alice suspirou, passando a mão pelos cabelos. - Eu só não quero estragar tudo. Ela é diferente Carol. Nossas conversas, a leveza dela.... O jeito tímido quando brinco com ela, os flertes... sabe... é simplesmente diferente.

Carol sorriu, acolhedora. - Você não vai estragar nada. Olha, tenho uma ideia: por que não fazemos um jantar aqui, no meu apartamento? Nós quatro juntas. Você, Liz, Diana e eu. Assim fica leve, descontraído, sem pressão.

Alice arregalou os olhos, surpresa. - Você acha que ela vai gostar?

- Tenho certeza. - respondeu Carol, firme. - Vai ser divertido, e vocês duas ainda terão tempo para se conhecer melhor, mas sem aquela tensão de "primeiro encontro" sozinhas.

Alice sorriu, aliviada. - Obrigada, Carol.

As duas então pegaram o celular e mandaram mensagens para Diana e Liz, comunicando a mudança de planos: o jantar seria no apartamento de Carol, com todas reunidas.

No quarto, Liz e Diana ainda conversavam quando o celular de Liz vibrou. Ela pegou o aparelho e leu a mensagem enviada por Carol e Alice. - Mudança de planos... - murmurou, franzindo a testa. - O jantar vai ser no apartamento da Carol, com todas nós juntas.

Liz ficou nervosa, sem entender. - Mas por quê? Será que a Alice desistiu?

Diana sorriu, tranquila. - Não, Liz. Provavelmente ela só quer deixar você à vontade. Isso mostra o quanto ela se importa com você.

Liz respirou fundo, pensativa. - Pode ser... Na verdade, acho que vou me sentir melhor assim, pelo menos nesse primeiro momento. Com pessoas ao redor, fica mais leve. E ainda aproveito para conhecer melhor a Carol. Afinal, ela é a melhor amiga da garota que eu estou interessada... e está namorando a minha melhor amiga.

Diana riu, balançando a cabeça. - Eu e Carol não somos namoradas, Liz. Não houve pedido...

Liz arregalou os olhos, divertida. - Ah, então vocês estão nesse "quase" que todo mundo comenta?

- Quase nada! - Diana respondeu, rindo. - Mas quem sabe...

As duas brincaram entre si, rindo e trocando provocações até tarde da noite. O clima leve ajudou Liz a relaxar, e Diana se sentiu feliz por ver a amiga mais confiante.

No início da manhã, Lavínia chegou à fazenda, ela foi recebida por Diana e Rico, sem demora, os três seguiram para o escritório. Rico estava curioso pelas novidades.

Lavínia abriu sua pasta e começou: - Bem, há muitas coisas deixadas em aberto no processo de acusação do seu pai. Questões que não foram levadas em consideração, depoimentos que mudaram ao longo do tempo, pessoas que simplesmente não foram arroladas como testemunhas. Consegui localizar o antigo promotor que foi responsável pela defesa dele. Está baseado em uma cidade próxima, e pretendo falar com ele pessoalmente.

Diana e Rico se entreolharam. Lavínia prosseguiu: - Quanto às pessoas que vocês me passaram, que podem ter recebido dinheiro para manipular o caso, o Jarbas está buscando informações. Mas já sabemos que não será fácil encontrá-las.

Rico então perguntou: - E quanto aos documentos que nossa mãe tinha?

Lavínia suspirou. - Estou fazendo um levantamento de tudo. Mas, nos cartórios da cidade, é como se esses documentos não existissem. Não há registros, não há protocolos. É como se tivessem sido apagados.

Diana balançou a cabeça, incrédula. - Isso não pode ser coincidência.

Lavínia se inclinou para frente, firme: - Não é. Além disso, encontrei inconsistências nos registros da prisão. Há relatórios que indicam briga, mas não há testemunhas formais. O laudo médico está incompleto, faltam páginas. E há uma anotação sobre uma transferência de cela que nunca foi registrada oficialmente.

Rico franziu o cenho. - Então, além de erros no processo, há falhas na documentação da morte dele.

- Exatamente. - Lavínia confirmou. - O próximo passo é reunir provas dessas falhas. Quero falar com o antigo promotor, levantar os nomes que ficaram de fora, e pressionar os cartórios para entender por que os documentos da sua mãe desapareceram. Também precisamos identificar quem estava de plantão na prisão no dia da morte do seu pai. Se conseguirmos localizar alguém disposto a falar, pode ser a chave para reabrir o caso.

Diana respirou fundo, sentindo o peso da revelação. - Eles enterraram a verdade.

Lavínia assentiu. - Mas nós vamos desenterrar. Só precisamos agir com estratégia. Se mexermos nisso sem cuidado, vão tentar nos calar.

Rico olhou para a irmã, determinado. - Então vamos começar. Não podemos deixar que a história continue sendo contada do jeito que eles quiseram.

Lavínia fechou a pasta devagar, como quem sela uma promessa. - Esse é apenas o começo.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá! Voltei pessoal.
Não desisti da história. Infelizmente sofri um acidente e fiquei as ultimas semanas sem poder digitar, e além disso há alguem muito proximo a mim que está enferma e que necessita de cuidados que cabem a mim.
Enfim, comentem, façam a alegria dessa autora! comentem e comentem! Que vamos voltar as postagens semanais e quem sabe mais de um capitulo por semana (dependendo dos comentários!!!).


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Comentários para 36 - Capitulo 36:
jake
jake

Em: 28/06/2026

Autora  cuidado!!!

Melhoras para a pessoa enferma..

Não canso de parabenizar pela história...

 

 

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 15/06/2026

Nossa o processo esta está cheio de falhas, mas o difícil vai ser reunir essas provas, ainda mais com os dois tentando plantar provas falsas....torcendo para que não consigam nada...

Melhoras para vc e para a pessoa está enferma

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Zanja45
Zanja45

Em: 15/06/2026

Pelo visto o processo de prisão do pai de Diana está cheio de pontas soltas. O negócio agora é fazer uma investigação precisa do caso e tentar reabrir o processo

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Zanja45
Zanja45

Em: 15/06/2026

Bom dia!

Esse jantar a quatro promete. As mudanças de planos deixou Luz mais insegura do que já estava, mas que bom que Diana ajudou a amiga a se acalmar. Até parece que no fundo Luz queria ficar a sós com Alice, apesar do medo e insegurança que oermeava as emoções dela. Rsrsrs!

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RENATA32
RENATA32

Em: 14/06/2026

Olá. Espero que fique bem logo. Estou acompanhando sua história e aguardo novo capítulo. Torcendo para o jantar ser maravilhoso. 

 

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