Capitulo 40
Capitulo 40
"O amor e a surpresa caminham juntos: um aquece o coração, o outro desperta a alma." - Khalil Gibran
O sol da manhã atravessava as frestas da cortina, iluminando suavemente o quarto. Diana abriu os olhos devagar, sentindo o calor do corpo de Carol ao seu lado. Pela primeira vez, acordavam juntas, e a sensação era de paz, de pertencimento.
Carol ainda dormia, o rosto sereno, os lábios entreabertos. Diana sorriu, encantada, e passou os dedos delicadamente pelos cabelos dela. O coração disparava, mas não de desejo urgente como na noite anterior - era um bater tranquilo, cheio de ternura.
Carol despertou aos poucos, sentindo o toque suave. Quando abriu os olhos, encontrou o olhar de Diana e sorriu, preguiçosa, como quem não queria que aquele momento acabasse nunca.
- Bom dia... - murmurou, a voz rouca de sono.
Diana riu baixinho, aproximou-se e depositou um beijo leve nos lábios dela.
- Bom dia, minha linda.
O clima era leve, íntimo, cheio de romance. As duas se aconchegaram sob os lençóis, trocando carícias suaves, risos tímidos e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. Não havia pressa, não havia medo. Apenas a certeza de que estavam vivendo algo novo e especial.
Naquele quarto, o dia começava diferente. Não era apenas o amanhecer de uma manhã qualquer - era o amanhecer de um amor que nascia, delicado e intenso, pronto para crescer.
O banho foi demorado, cheio de risos e carícias suaves. A água escorria pelos corpos enquanto Diana e Carol se divertiam, descobrindo a intimidade de estar juntas pela primeira vez ao amanhecer. Não havia pressa, apenas o prazer de compartilhar aquele momento simples, mas cheio de significado.
Depois, já vestidas e com os cabelos ainda úmidos, Carol sorriu e disse:
- Que tal tomarmos café da manhã em um lugar que eu adoro?
Diana arqueou a sobrancelha, curiosa.
- Hum... já estou gostando da ideia. Onde é?
Carol riu, segurou a mão dela e respondeu com brilho nos olhos:
- É o Raízes e Aroma, você vai adorar..
Diana sorriu, encantada com o entusiasmo de Carol. O clima era leve, romântico, e cada gesto parecia reforçar a cumplicidade que nascia entre elas. Caminharam juntas até o quarto para se arrumar, trocando olhares e brincadeiras, como se já fossem íntimas há muito tempo.
O dia começava com promessas de novas descobertas. Para Diana e Carol, aquele café da manhã não seria apenas uma refeição - seria mais um capítulo da história que estavam escrevendo juntas, cheio de risos, confidências e o sabor doce do amor que florescia.
Diana e Carol saíam do apartamento, ainda rindo juntas depois do banho e da decisão de tomar café da manhã fora. Mas ao abrirem a porta, deram de cara com Alice e Liz, que também saíam do apartamento da médica.
As quatro se olharam, e por um instante o silêncio foi carregado de significados. Liz mordeu os lábios, envergonhada, enquanto Alice apenas sorriu. Carol, intrigada, fixou os olhos nos de Alice, como quem interrogava sem precisar falar. As duas se entenderam pelo olhar, e Carol balançou a cabeça, sorrindo.
Alice, para quebrar o clima, disse com naturalidade:
- Acho que nós duas tivemos a mesma ideia, não é, Carol? Café da manhã no Raízes?
Carol sorriu, concordando. E assim, num misto de timidez e questionamento, as quatro seguiram juntas para o elevador.
Dentro dele, o silêncio voltou a pesar. Foi então que Alice, com um sorriso leve, resolveu esclarecer: - Só pra constar... eu e a Liz, diferente de vocês duas, não aconteceu nada, tá?
- Ta se explicando muito Alice, né dona Liz? - Diana brincou.
Liz abaixou o olhar, ainda mordendo os lábios, e Alice riu baixinho, tentando aliviar a tensão. Diana e Carol trocaram um olhar cúmplice, e o clima se suavizou.
O elevador desceu lentamente, e naquele espaço pequeno, quatro histórias começavam a se entrelaçar, cada uma em seu ritmo, cada uma descobrindo o amor à sua maneira.
O caminho até o Aroma & Raízes foi leve, cheio de risos tímidos e olhares cúmplices.
Ao chegarem, foram recebidas com familiaridade. Alice e Carol eram clientes frequentes, e logo um dos garçons que já as conhecia veio atendê-las com simpatia.
- Bom dia, doutora Alice, doutora Carol...
- Bom dia Bruno! - Elas disseram sorrindo.
- Mesa para quatro?
- Sim, uma mesa mais reservada, por favor!
Ele as levou até uma mesa mais afastada e reservada.
As duas sorriram, e o clima se tornou ainda mais acolhedor. Poucos minutos depois, para surpresa de Diana, surgiu a dona do lugar. Uma mulher elegante, de sorriso caloroso, que cumprimentou Alice e Carol com carinho.
Diana congelou ao vê-la. O coração disparou, e a memória trouxe de volta imagens guardadas. Ela lembrava do nome e das fotos que havia encontrado na fazenda, quando resolveu investigar mais a fundo a família de sua mãe. Não havia dúvidas: aquela mulher era sua tia Emília.
O choque foi silencioso, mas intenso. Diana manteve o sorriso, tentando disfarçar, mas por dentro sentia o peso da revelação. O destino, mais uma vez, parecia brincar com suas certezas.
Carol percebeu o olhar diferente de Diana, mas não disse nada. Apenas segurou sua mão sob a mesa, oferecendo apoio sem precisar de palavras.
- Carol e Alice, sejam bem-vindas! - Emília veio até elas com um sorriso e a voz cheia de carinho e reconhecimento, as meninas eram clientes assíduas, muitas vezes saiam do plantão no hospital e tomavam café da manhã ali, sem falar nos amigos frequentes, Alice e Carol eram amigas do filho de Emília, Eduardo era médico e no momento estava afastado, pois, fazia um curso na Europa.
Ao chegar mais perto Emília olhou para Diana com curiosidade. A jovem lembrava alguém que ela não conseguia assimilar.
- As duas não conheço ainda.
Alice prontamente apresentou sem notar o quanto Diana estava impactada pela presença de Emilia.
- Diana e Liz, conheçam Emília Matos, dona desse lugar maravilhoso e mãe de um dos nossos melhores amigos que infelizmente não está na cidade.
- Diana! Nome peculiar... raro até eu diria... - Emília olhou para ela com mais interesse. Não conseguia lembrar de onde a conhecia.
- Culpa de meus pais...
- Culpa de meus pais... - disse Diana, sorrindo, tentando disfarçar o nervosismo.
Emília inclinou a cabeça, curiosa: - É um nome raro... Diana. Me lembra alguém, mas não consigo situar.
Carol interveio suavemente: - É que Diana e Liz não são daqui de Nova Esperança, dona Emília.
Alice completou: - Isso mesmo. A Diana comprou recentemente algumas terras na região.
Ao ouvir isso, Emília estreitou os olhos, pensativa.
- Terras? - repetiu, como se algo tivesse despertado em sua memória. - Quais terras?
- As terras próximas à antiga fazenda Camargo... - respondeu Alice, sem perceber o impacto que causava.
Emília ficou em silêncio por alguns segundos, observando Diana com mais atenção. O coração dela acelerou.
O nome soava familiar demais, e a semelhança no olhar a deixava inquieta.
- Diana... qual é o seu nome completo, querida? - perguntou, tentando soar casual, mas a voz denunciava a curiosidade.
- Diana Camargo de Freitas.
Emília ficou em silêncio por alguns segundos, o coração acelerado. Murmurou quase sem pensar:
- Uma Camargo novamente naquelas terras...
Diana fingiu não entender, mantendo o sorriso leve:
- Como assim?
Emília desviou o olhar para Carol, depois voltou a encarar Diana. Fechou os olhos, balançou a cabeça e disse para si mesma, em voz baixa: - Não deve ser a mesma pessoa... Carol não estaria assim se fosse...
Alice, percebendo o clima estranho, interveio: - Dona Emília, a senhora está bem? Ficou diferente depois que a Diana se apresentou... Só pra dizer, viu, que ela não é sobrinha do Décio não, apesar da coincidência de nomes.
Emília respirou fundo, forçou um sorriso amarelo e respondeu olhando diretamente para Diana: - Você me lembra alguém que não vejo há muitos anos. Eu era muito jovem quando a vi pela última vez. Minha irmã... pra dizer a verdade, seu nome é igual ao da minha sobrinha.
O silêncio tomou conta da mesa. Emília então se recompôs, ajeitou os cabelos e disse suavemente: - Vou deixar vocês em paz, aproveitem o café.
Ela se afastou, mas não foi embora. Ficou por perto, observando discretamente as quatro, intrigada, com o coração cheio de lembranças e dúvidas que não conseguia afastar.
Bruno logo trouxe o café da manhã pedido pelas meninas: pães quentinhos, frutas frescas, café forte e sucos coloridos. - Aqui está, doutoras... e para as novas clientes também. Espero que gostem! - disse com simpatia, colocando os pratos sobre a mesa.
Alice sorriu: - Obrigada, Bruno. Você sempre salva nossas manhãs.
Carol riu e completou: - É verdade, sem você o plantão seria ainda mais pesado.
Liz, tímida, agradeceu com um aceno. Diana, por sua vez, não conseguia deixar de lançar olhares discretos para Emília, que circulava pelo salão.
Liz percebeu e, conhecendo bem a amiga, resolveu levantar o assunto:
- Diana... você está muito pensativa. É por causa da dona do café?
Diana hesitou, mas respondeu baixinho: - Ela é irmã da minha mãe.
Alice, para quebrar o clima, soltou uma brincadeira: - Bom, se a dona Emília é sua tia, então quer dizer que a gente pode comer de graça, né? Café da família!
Carol balançou a cabeça: - Alice, você não tem jeito.
Liz riu, puxou Alice mais para perto e deu um beijo no rosto que acabou deixando a médica sem jeito.
Diana, que não tirava os olhos de Emília, acabou rindo também e provocou:
- Vocês duas estão tão animadas que daqui a pouco vão pedir até desconto de "casal".
Alice olhou para Liz com um sorriso malicioso:
- Casal paga meia, né, lindinha? Se bem que você além de ter o desconto da família, também vai ter o de casal, né Carol?
Liz riu alto, sem se importar que as amigas percebessem o flerte:
- Só se você se comportar, mocinha.
A mesa caiu na gargalhada, e o clima estranho que pairava antes se dissolveu. O café seguiu leve, cheio de brincadeiras, olhares cúmplices e risadas.
Quando terminaram, levantaram-se juntas e se despediram com carinho.
- O hospital nos espera... - disse Carol, ajeitando a bolsa.
As quatro seguiram seus caminhos: Alice e Carol para o hospital, Liz e Diana para a fazenda, cada uma levando consigo a leveza daquele café da manhã e, no caso de Diana, também o peso silencioso da presença de Emília, que continuava observando de longe, intrigada.
Fim do capítulo
Ola! Demorei...
Acredito que não gostaram do hot... nem comentaram...
Nem vou me arriscar na Alice e Liz...
enfim.. comentem....
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 15/07/2026
Autora gostei do hot, faltou o comentário por distração, mas agora está aqui....Alice e Liz merecem um hot....
Será que Emilia vai ser uma aliada?
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