Capitulo 45
Por Hanna
Desde o momento em que dissemos “sim” naquele altar, eu não desgrudava de Marcela. Nós estávamos recebendo os cumprimentos dos nossos convidados e a sensação de felicidade não me abandonava um só segundo. Marcela, que estava ao meu lado com um sorriso lindo parecia transbordar em felicidade.
Vimos nossos pais se aproximando sorrindo deixando claro o quanto estavam felizes por nós duas.
– Eu mal posso acreditar que finalmente casei minha menina. – Meu sogro falou arrancando sorrisos de todos e logo abraçou Marcela. – Desejo toda a felicidade do mundo para vocês duas, e espero que me deem mais netos logo.
– Papai, acabamos de casar e o sr. já quer nos pressionar? – O tom de indignação de Marcela era puro fingimento, pois o sorriso que ela tinha nos lábios deixava claro que por ela logo teríamos um time de futebol em casa.
– Eu super concordo com o Marcos. Queremos muitos netinhos logo, logo. Já somos velhos, e precisamos de tempo para ver nossos netos crescerem saudáveis. – Dessa vez foi o meu pai que falou e eu já previa que esses pedidos iriam se intensificar com o tempo.
– Vocês duas estão tão lindas. Eu me emocionei durante toda a cerimônia. Marcela, faça a minha filhinha feliz.
– Pode deixar, dona Verônica. No que depender de mim sua filha será a mulher mais feliz desse mundo.
Marcela me abraçou e buscou minha boca em um selinho demorado que me causou borboletas no estômago.
– Eu estou muito feliz por tê-la agora oficialmente como minha nora, Hanna. E assim como sua mãe pediu, eu também te peço que faça minha filha feliz, ou melhor, sejam felizes juntas.
Minha sogra me abraçou apertado transmitindo toda sua emoção e carinho, e aquilo me deixava tão feliz, pois naquele momento, envolvida em seus braços, eu tive a confirmação que não restava nenhum ressentimento em relação ao passado.
– Obrigada por confiar sua filha a mim. Não irei decepcionar a senhora e prometo que darei sempre o meu melhor para Marcela ser tão feliz quanto eu já sou por tê-la em minha vida. – Sussurrei em seu ouvido e quando nos separamos os olhos da minha sogra estavam vermelhos e emocionados.
– Será que a irmã da noiva pode ter um abraço como esse?
Micaela e todas as outras se aproximaram de nós. Gabriela estava nos braços de Robson, assistindo toda aquela cena com um lindo sorriso nos lábios. Ela claramente estava tão feliz quanto Marcela e eu.
– Toda felicidade do mundo para vocês duas. Vocês merecem muito isso. – Micaela me abraçou forte e logo foi em direção à Marcela que já havia recebido os cumprimentos das outras. – E você cunhadinha, espero que tenha muito juízo hein. Levou minha irmã, mas vou continuar de olho em você.
Sorri com a implicância da minha irmã e vi minha esposa revirar os olhos.
– Nem no dia do meu casamento você alivia meu lado? – Marcela respondeu e as duas se abraçaram demoradamente.
– Ei, pode soltar por favor? Já abraçou demais, agora dá licença. Obrigada! – Agarrei a cintura de Marcela e Micaela me olhou debochada.
– Ainda me pergunto desde quando se tornou uma mulher tão possessiva assim, sua ciumentinha linda.
– Desde que Marcela entrou em minha vida. – Olhei para a mulher ao meu lado que me fez um carinho no rosto.
– Eu ainda não acredito que a última que eu tinha esperança de ter juízo se deixou levar desse jeito pela sedução de uma mulher. – Daniela falou debochada.
– Não começa ou eu te afogo naquela piscina, sua nanica.
– E eu vou ajuda. – Daniela olhou assustada para Bárbara, e eu gargalhei alto. Minha amiga estava totalmente domada pela portuguesa. – Já que você faz tanta questão de deixar claro sua vontade de não casar, eu vou abrir a fila para concorrência.
– O quê? De jeito nenhum! Você é minha mulher, e ai de qualquer biscate que ousar chegar perto de você. – As mãos de Daniela enlaçaram possessivamente a cintura de Bárbara, que tinha um sorriso convencido no rosto.
– Gente, eu ainda preciso me acostumar com essa criatura sendo dominada desse jeito. Eu não tenho estruturas para lidar com isso. – Renata falou divertida.
Ficamos naquele momento descontraído por alguns minutos. Vez ou outra eu e Marcela precisávamos dar atenção para algum convidado que chegava para nos cumprimentar e mal conseguíamos conversar alguma coisa, mas nossas mãos não se desgrudavam. Gabriela, depois que nos beijou e ficou um tempo no colo de Marcela, simplesmente sumiu pelo jardim provavelmente atrás de doces.
A festa prosseguia animada e todos pareciam se divertir. Marcela e eu já tínhamos tirado muitas fotos e agora conseguíamos aproveitar um pouco nossa festa de casamento. Estávamos dançando agarradinhas uma música que eu sequer estava prestando atenção, pois toda minha atenção estava voltada para minha mulher.
– E então, está gostando de tudo? – Marcela perguntou baixinho no meu ouvido.
– Está tudo muito lindo, mas nada nesse lugar é mais perfeito do que estar em seus braços. – Um sorriso surgiu nos lábios dela e eu me derretia inteira.
– Eu nunca me senti tão feliz como estou agora te tendo como senhora Hanna Prado Bettencourt. Já disse que esse sobrenome combinou perfeitamente com você?
– Não, mas agora que sou uma senhora Bettencourt, você pode me falar quantas vezes quiser. Aliás, vou fazer questão de assinar com o teu sobrenome só para mostrar a todos que sou casada com você. – Marcela deu uma gargalhada.
– Minha esposa! – Foi a única coisa que Marcela falou antes de me tomar em seus braços em um beijo demorado.
– É tão maravilhoso ouvir essa expressão.
Encostei a cabeça no peito de Marcela que me conduzia lentamente na pista de dança. Eu sabia que tinham pessoas à nossa volta, mas a sensação de tranquilidade que os braços de Marcela me traziam era tão deliciosa que eu nem prestava atenção em nada, a única coisa que eu fazia era sentir o perfume do seu corpo.
– Amor, por que escolheu esse lugar para realizar nosso casamento? – Perguntei curiosa.
– Porque esse lugar marcou nossa história. Foi aqui nessa praia que te fiz minha mulher pela primeira vez, mas infelizmente deixamos as lembranças boas daquele momento serem esquecidas e se sobressaíram as lembranças ruins. Achei justo retornar as origens e marcar esse lugar com a melhor lembrança da nossa vida.
Me encantei com aquelas palavras. Ela estava certa, nós deveríamos deixar aquele lugar ser tomado somente por boas lembranças. Naquela casa eu também vivi os melhores momentos da minha infância junto com minha irmã. Tive minha primeira vez com Marcela, e agora nosso casamento, não poderia ter lembranças mais perfeitas que essas, e se coisas ruins aconteceram ali, elas já não importavam mais.
– Você é maravilhosa, e eu sou a mulher mais sortuda dessa vida. Eu te amo, Marcela!
– Eu também te amo, minha Hanna.
Nossos lábios se encontraram em um beijo apaixonado que logo foi interrompido pela voz de Daniela que já parecia dominada pelo o álcool.
– Será que vocês duas podem se desgrudar um só segundo? Temos uma surpresa para o casal mais gay que eu já vi na vida.
Troquei olhares com Marcela, já ficando levemente preocupada com o que estaria por vir. Quando se tratava de Daniela, as coisas sempre seriam incertas demais para confiar que estaríamos seguras. Demos de ombros e fomos em direção a uma mesa que estava reservada apenas para Marcela e eu, mas logo paramos no caminho quando ouvimos a voz de Gabriela.
– Mãe, eu quero ir junto. Eu posso?
– Você pode tudo meu amor, vem com a mamãe. – Marcela a pegou no colo.
Assim seguimos as três juntas para sabermos que surpresa Daniela e companhia teriam aprontado para nós.
Por Narrador
Marcela, Gabriela e Hanna sentaram-se na mesa que tinham separado para as noivas na frente de um pequeno palco improvisado. Elas não sabiam o que estava prestes a acontecer, mas estavam ansiosas para descobrir. As noivas viram suas amigas formarem uma pequena fila no palco e então Daniela pegou o microfone chamando a atenção de todos os convidados para si.
– Atenção pessoal, gostaríamos de um minutinho da atenção de vocês por favor.
A baixinha chamou e todos logo se acomodaram nas mesas ao redor das noivas. Hanna e Marcela, trocavam olhares e Gabriela aguardava com expectativa nos olhos que não desviavam de Daniela. Gabriela amava todas as suas tias, mas com Daniela ela tinha mais que um apego afetivo… Para Gabriela, o divertimento ao lado de Daniela era sempre garantido.
– Hoje estamos todos juntos para presenciar e comemorar a união dessas duas mulheres que amamos muito. Para falar a verdade, eu não amo a Marcela, mas como ela é minha chefe, eu preciso mentir de vez em quando. – Daniela brincou arrancando risos de todos enquanto Marcela revirava os olhos. – Tá bom, talvez eu te ame só um pouquinho Marcelinha. – Ela falou olhando diretamente para Marcela, e Hanna gargalhava ao lado da esposa. – Bom, o fato é que nós aqui fomos convidadas para sermos as madrinhas, e achamos que era nosso direito falar algumas coisinhas para vocês duas. Como a Mica é a mais chata, ela vai começar primeiro para os convidados não dormirem logo.
Daniela passou o microfone para Micaela que não perdeu a chance de estapear a amiga, fazendo os convidados se divertirem com a cena que protagonizavam. Mas era Gabriel que mais se divertia com as loucuras das tias.
– Boa noite, minhas noivas lindas. Como vocês podem ver, cada uma de nós vamos falar um pouquinho sobre o que significa para nós compartilhar esse momento com vocês. Minha irmã amada, minha caçula a quem eu costumava proteger do medo que sentia de escuro. Lembro quando você era criança e vinha para minha cama pedindo para ser abrigada nas minhas cobertas porque o bicho papão iria te pegar, e eu sempre disse a você que te protegeria de quem fizesse isso, mas hoje falhei miseravelmente, porque essa ai te roubou de mim bem debaixo do meu nariz não me dando outra escolha a não ser aceitá-la como cunhada. – Marcela e Hanna sorriam para Micaela que parecia tentar segurar as lágrimas. – Gente, se vocês tiverem irmã mais nova tenham cuidado com as amigas ou amigos que estão por perto, porque quando menos esperarem podem estar nessa situação que eu estou agora, vendo sua caçula sendo levada de vocês pela melhor amiga. – Todos gargalhavam do ciúme estampado na cara da mais velha das Prado. – Agora é sério… Eu vi essas duas se apaixonarem mesmo quando diziam que não sentiam nada. Hanna era uma adolescente idiota e não conseguia esconder o quanto babava na Marcela, mas ela jurava que conseguia sim. Esses olhos verdes faiscavam quando a minha amiga chegava, mas claro que eu preferia fingir que não estava percebendo nada. Na verdade, era muito engraçado deixar elas imaginarem que namoravam escondidas. – Mais risos soaram pelo espaço inclusive das noivas. – Era ainda mais engraçado ver como Marcela tremia de medo cada vez que eu entrava em qualquer lugar acabando com a festinha particular das duas, e meu coração se enchia de alegria com isso. O único problema é que agora elas não me respeitam mais e vivem se beijando na minha frente, o que eu acho um absurdo. – Hanna abraçou a esposa e deixou um selinho em seus lábios para provocar a irmã. Marcela ficou vermelha diante do olhar de Micaela. – Viu só gente? Não me respeitam. Bom, apesar de tudo, eu tenho que confessar que jamais minha irmã poderia ter me dado uma cunhado melhor. Marcela é tudo o que sempre sonhei para Hanna. Ela faz minha irmã feliz e cuida ainda melhor de que eu cuidava, então só gostaria de dizer que estou feliz por esse casamento, pela cunhada maravilhosa que tenho e pelos lindos sobrinhos que sei que vão me dar. Desejo toda felicidade do mundo a vocês.
Sob aplausos, Micaela mandou beijos no ar para a irmã e a cunhada que estavam sentadas na mesa, e passou o microfone para Renata.
– Ok, Ok… agora é minha vez. – Renata começou e todos silenciaram. – Quando éramos mais jovens, eu preciso confessar que pra mim esse era o casal mais improvável. As duas tinham um gênio de cão, mas logo percebi que Marcela estava arriadinha pela Hanna, e eu posso me autoproclamar a madrinha do nascimento desse namoro, não é mesmo meninas? – Renata falou com um olhar malicioso para as duas e elas logo ficaram envergonhadas entendendo ao que a amigas estava se referindo. – Problemas surgiram depois, e como uma era muito cabeça dura, decidiu fugir da outra que também era teimosa o suficiente para não fazer nada para impedir. E nessa bagunça toda as duas me deixavam doidinha. Mas a história de Hanna e Marcela nos ensinou que quando o amor é grande nem mesmo o tempo e a distância é capaz de destruí-lo. Marcela voltou para o Brasil, e as duas se reaproximaram mesmo quando diziam que isso não iria acontecer. Quando percebemos vocês estavam totalmente envolvidas novamente. – Renata se emocionava ao falar, porque ela sabia o quanto as amigas tinham sofrido para finalmente ficarem juntas. – Eu espero sinceramente que agora vocês sejam felizes e tenham paz nessa família que estão formando juntas. Lembrem-se sempre de conversarem para resolverem os problemas que surgirem, porque eu não pretendo usar meu papel de madrinha tão cedo e nem ficar de cabelos brancos por causa de vocês.
Todos aplaudiram Renata e sorriam ao ouvirem suas últimas palavras. Marcela e Hanna se beijaram apaixonadamente depois das palavras da amiga. Elas sabiam que todas as felicitações e homenagens que estavam recebendo eram verdadeiras e isso deixava o coração das duas transbordando de felicidades. Era muito bom ver que em um mundo tão intolerante existiam pessoas que sabiam o significado do amor.
– Boa noite a todos. – A voz de Bárbara soou no microfone atraindo a atenção de todos para si. – Bom, quando eu conheci a Marcela em Portugal, eu não posso esconder o quanto essa mulher era galinha. Na verdade, ela não fazia muito esforço para isso já que parecia que ela tinha um imã para atrair mulher bonita. – Hanna deu um tapa no braço de Marcela, arrancando sorrisos de todos ao redor, e Marcela, coitada, só tentava puxar a esposa para junto do seu corpo. – Calma ai Hanna, não precisa ficar irritadinha porque essa ai ô… me deu muito trabalho. Foram altos porres no meio da noite chorando por você, e eu nem te conhecia, mas devo admitir que queria te matar por fazer alguém como Marcela sofrer daquela forma. Todos sabemos que Marcela tem esse jeito chato e mandão, mas por dentro é meiga e frágil como uma flor. No entanto, eu devo admitir que quando cheguei ao Brasil e conheci você… – Bárbara apontou para Hanna – Eu simplesmente me encantei pela pessoa extraordinária que você é. Você tem uma personalidade forte, é corajosa, é bondosa e acima de tudo, é a única que tem a capacidade de fazer o coração marrento da Marcela se desmanchar a ponto de torná-la uma trouxa apaixonada. – Todos sorriam com essa última parte e um sorriso rasgava o rosto de Hanna que encarava apaixonadamente sua esposa. – Assim como todos aqui, eu também desejo felicidades ao casal, mas isso não é algo que me preocupa porque tenho certeza que isso vocês já são muito felizes juntas. Então gostaria de como madrinha deixar apenas um conselho: saibam sempre ouvir uma a outra antes de tomar qualquer atitude precipitada. Independente da situação, lembrem-se que o amor de vocês é forte e suporta qualquer obstáculo, mas para isso vocês precisam colocá-lo sempre em primeiro lugar.
Na vez de Daniela falar todos ficaram em expectativa porque sabiam que a baixinha era a mais malucas de todas e certamente deixaria escapar muitas pérolas.
– Bom pessoal, vocês já ouviram muitas felicitações e muitas declarações de como estarmos presenciando esse momento é algo maravilhoso. E como eu sou diferentona, vou dizer o que eu desejo a vocês. – Marcela e Hanna trocaram olhares quase que desesperados já imaginando as pérolas da amiga. – Eu desejo para Marcelinha muita paciência, porque minha gente, não é fácil aguentar o humor de cão da Hanna quando essa mulher está na TMP. – Hanna colocou a mão no rosto tentando mentalizar como poderia matar a amiga depois dessa situação que estava deixando-a envergonhada no seu próprio casamento. – Mas como sou uma ótima madrinha, desejo para a Hanna muita sabedoria, porque com Marcela, ou a pessoa tem sabedoria de lidar com suas chatices ou usa a inteligência para pensar em formas de matá-la sem deixar rastros. Eu confesso que já tentei, mas falhei nos planos. – Os convidados gargalhavam e até mesmo as noivas se entregaram aos risos. – Eu confesso que eu poderia contar aqui várias histórias da Marcela quando saia comigo para as noitadas, mas nem vou me atrever porque senão a pobre vai dormir no sofá na primeira noite de casada. – Mais risos soaram pelo lugar e Bárbara deu um tapa na namorada. – E pelo visto eu também. Bom, como não posso contar nada, então só vou dizer que vocês estão muito ferradas por entrar nesse negócio de casamento, porque dizem que o amor é cego até o momento que o casamento devolve a visão. – RISOS RISOS RISOS... Era só isso que dava para se ouvir por todo o ambiente. – Porém, já que vocês levaram essa loucura adiante, sejam muito felizes e me tragam muitos sobrinhos logo, porque eu sou dessas, se não for para desejar guris com cara de joelho, eu nem desejo felicidade.
Todos aplaudiam de pé as maluquices ditas por Daniela que reverenciava a todos de forma engraçada.
Algumas horas depois
Era o momento de Hanna e Marcela jogarem o buquê e elas viram naquele momento a hora certa para se vingar de Daniela. Elas sabiam que aquele era um momento muito esperado por muitas convidadas, mas Dani tentava se esconder a todo custo. Com a ajuda de Micaela não foi difícil Daniela ficar próximo ao local bem no campo de visão das duas que buscaram a baixinha com o olhar antes da contagem começar.
1, 2, 3...
Sem Daniela esperar os dois buquês das noivas foram parar em suas mãos. Daniela olhava atônita para cada um deles sem saber o qua fazer. Marcela e Hanna fizeram um cumprimento com as mãos comemorando o plano que havia dado certo. As duas olhavam para a amiga que segurava os buquês quase que entrando em pânico. Bárbara que viu exatamente o momento que as noivas armaram o plano com Micaela, se aproximou de Daniela resolvendo entrar na brincadeira.
– É meu amorzinho, parece que agora você não tem muita escolha. Acho bom já ir se preparando para me pedir em casamento.
Daniela encarava Bárbara de boca aberta formando um perfeito “O” enquanto todas zombavam da amiga. Aquela foi a vez de Marcela e Hanna deixar a baixinha sem dizer uma só palavra… logo ela que era sempre tão engraçadinha, estava naquele instante perplexa com a peca que suas amigas haviam pregado.
Fim do capítulo
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