• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Impetuosas
  • Capitulo III - 'Meu Coracao Começa A Falhar Uma Batida'

Info

Membros ativos: 9620
Membros inativos: 1625
Histórias: 2001
Capítulos: 21,175
Palavras: 53,726,301
Autores: 817
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Photos for my escort applicati

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • O e-book do Desafio das Imagens do Lettera — Maio de 2026 chegou!
    Em 25/06/2026
  • Desafio das Imagens 2026
    Em 23/04/2026

Categorias

  • Romances (890)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Meu algodão doce
    Meu algodão doce
    Por Scrafeno
  • ObsessivaMente
    ObsessivaMente
    Por Elin Varen

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • O
    O caminho da felicidade
    Por stela_silva
  • As rosas e os seus espinhos
    As rosas e os seus espinhos
    Por lelepontotxt

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (890)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Impetuosas por Omuwandiisi

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 3628
Acessos: 228   |  Postado em: 30/03/2026

Notas iniciais:

 

 

Julgam que por não se terem encontrado antes, nada entre eles nunca ainda se passara.

 

 

Capitulo III - 'Meu Coracao Começa A Falhar Uma Batida'

 

Capítulo III

''Meu Coração Começa

A Falhar Uma Batida'' ¹

 

 

 

 

 

 

Rochedo, Paraná - Brasil.

Escola ReCriar.

Manhã De Segunda-Feira.

Agosto 06, 2018.

 

Louise

 

As primeiras aulas da manhã acontecem sem surpresas. As crianças estão pilhadas mais do que o normal, reflexo das férias ainda. Não há nenhuma criança nova. São os mesmos do começo do ano. Por ser uma escola privada, o número de alunos por série é limitado a 15, o que facilita muito o meu trabalho pedagógico e disciplinar, sem contar que cada classe conta com uma monitora que me ajuda bastante. Maria Clara é a monitora que trabalha comigo. Ela é loira e baixinha e é uma boa profissional, muito capacitada. Não somos amigas, mas nos relacionamos muito bem em sala de aula.

Já liberamos os alunos para o recreio e agora estamos indo para o intervalo, eu e Maria Clara, quando encontramos a Coordenadora Pedagógica — no corredor que leva até à sala dos professores —, a professora Antônia, que, a propósito, é meio complicada.

— Bom dia, meninas — pelo menos educada ela é, ou se esforça.

— Bom dia, Tônia — respondemos em uníssono. Antônia é baixa, rechonchuda, usa óculos de grau e é solteira e, muito provavelmente, mal-amada, se é que um dia ela amou ou foi amada por alguém.

— Me acompanhe, Louise — diz assim, seca.

Eu e Flavinha nos entreolhamos e seguimos caminhos diferentes: Maria Clara vai para a sala dos professores, para respirar um pouco — apesar de poucos alunos, eles nos dão uma baita canseira — e eu sigo a intragável coordenadora. Percebo que estamos indo para a sala dela.

Será que fiz algo de errado? Penso.

Duvido muito, pois sempre me policio no que digo e faço, tanto aqui quanto na outra escola.

A escola ReCriar se divide em dois pavimentos. No térreo ficam as salas de aula, sala dos professores, da coordenação, dos inspetores de alunos; cozinha, banheiros dos professores, funcionários e alunos, mais o pátio, que é bem espaçoso. No piso superior ficam as salas de direção, secretaria e demais ambientes que compõem a organização da escola.

Sigo Antônia, cogitando o que eu poderia ter feito de errado, ou certo, sei lá. Como ela está na minha frente, entra primeiro em sua sala e eu logo atrás. Ela dá a volta em sua mesa e senta-se. Fico em pé no meio da sala porque duas pessoas, que já ocupam as cadeiras de sua sala, viram-se ao mesmo tempo, olhando para mim: a da esquerda é uma bonequinha morena, cabelos levemente cacheados, quase ruivos, e um par lindo de olhos castanhos-avelã claros, com um sorrisão no rosto; a da direita é uma jovem mulher negra, cabelos curtos cacheados, encaracolados, olhos na mesma cor da filha, nariz curto e lábios carnudos, desenhando um dos sorrisos mais lindos que até então vi na vida.

Sinto uma leve taquicardia e assusto-me por isso.

— Professora Louise, essa é sua nova aluna, Melissa, e a sua mãe, Dra. Ashanti — a tal doutora levanta-se e vem em minha direção com sua mão esticada para cumprimentar-me. Um perfume delicioso chega primeiro que ela.

Olha, eu não sou baixa, mas ela, com certeza, é mais alta que eu e, perfeita. Sem dúvida, ela já participou de algum concurso de beleza, e ganhou.

Provavelmente, estou boquiaberta.

— Você já foi mais educada, professora — é novamente Tônia falando, tirando-me do estupor em que me encontro, trazendo-me de volta à Terra. É então que noto que a doutora ainda está com sua mão esticada, esperando meu cumprimento.

E sorrindo.

— Desculpe-me — balbucio, pegando em sua mão macia e quente. A minha, fria e molhada. Que vergonha! — Acabei de sair da sala de aula e como hoje é o retorno depois das férias, eles estão a mil por hora.

— Eu entendo — Ela entende? E, meu Deus, que voz é essa? — A minha pequena vive 24 horas a mil — diz, olhando para a bonequinha e depois se virando para mim, ainda sorrindo. As nossas mãos ainda estão conectadas. — Mel, diz oi para a professora Louise — e então solta a minha mão.

Acreditam se eu disser que a soltura de sua mão da minha me deixa frustrada?

Pois é, é o que sinto.

— Oi! — Na minha frente está Mel, com sua mãozinha esticada para também me cumprimentar. Ajoelho-me para ficar na sua altura, aceitando sua mão.

— Oi, Mel, serei sua nova professora — digo, bobamente, para aquele anjinho na minha frente.

— Eu sei. — É claro que ela sabe. Será que não pousei ainda? — Você é bonita.

— Obrigada, Mel. Posso te chamar assim? — Ela assente, ainda segurando minha mão.

— Mas mamãe é mais bonita que você — diz Mel, olhando para a doutora e depois para mim. Devo ter ficado mais vermelha que um pimentão.

— Melissa, o que é isso?

— Tudo bem — afirmo, olhando para a doutora. — Ela tem razão, a mãe dela é muito bonita mesmo.

Oi?

Pois é, eu ali perdida entre aqueles dois seres especiais e ainda estou de joelhos. Pode?

Tônia acaba me salvando daquela situação, para mim, constrangedora.

— Então é isso, professora Louise. Pode voltar para o seu descanso enquanto termino de atender a doutora e sua filha.

Levanto-me tão depressa que fico até meio zonza. Só não caio porque a doutora me ampara, segurando meu antebraço. Olhamo-nos rapidamente. Ela sorri. Agradeço seu gesto com uma mesura e despeço-me de todas e saio da sala sem saber que direção tomar.

O que é que está acontecendo?

Continuo caminhando em frente quando uma voz me faz despertar e perceber para onde estou indo: portão de saída da escola. O que está acontecendo comigo? Paro e volto-me para a voz.

— Tudo bem, Louise? — Repete ele. É o Paulinho, o professor de Educação Física da escola.

— Tudo bem — respondo, já me virando para me afastar dele e ir para a sala dos professores. Não posso dar muita trela. Ele arrasta um caminhão por mim, dizem. Porém, ao virar-me rapidamente para afastar-me dele, dou uma bela trombada.

Com quem?

Pois é, com ela mesma, com a doutora. E eu levo a pior, só não caindo porque sou amparada, novamente, por ela. Quando me vejo envolvida em seus braços, amoleço. Aí é que ela tem que segurar mesmo. Aos poucos — tenho certeza que em câmera lenta — ela vai me soltando do seu agarre. Estou atônita.

— Desculpe-me, Louise! Recebi uma ligação meio urgente da clínica e estava muito apressada. Não deu tempo de frear — diz com um semblante preocupado, olhando-me de cima a baixo. — Machuquei você?

— Não, não machucou e fui eu a atrapalhada As... Ash... — meu Deus. Como é mesmo o nome dela?

Que vergonha...

— Ashanti...

— As-han-ti... — repito quase em um sussurro, saboreando cada sílaba do seu nome. Ela sorri com o meu desnorteamento. — Eu é que peço desculpa.

— Então tá! Dá tchau para a professora Louise, filha.

— Tchau, professora Louise — a pequena diz, balançando sua mãozinha livre. A outra está segura por Ashanti. Ajoelho-me e beijo sua bochecha. Então ela solta a mão da doutora e me abraça. Não sei por que marejo meus olhos. Permaneço alguns segundos abraçada com ela para disfarçar meus olhos úmidos. Quando me levanto e olho para Ashanti, tenho a impressão de que os olhos dela também estão brilhantemente úmidos. Ou, talvez seja só impressão minha.

— Bom, doutora, vou deixar você ir socorrer seus pacientes.

— E eu vou deixá-la com os seus anjinhos — ambas sorrimos e ela vira-se e parte em direção à saída da escola de mãos dadas com Mel. Permaneço ali acompanhando a sua saída. O portão é aberto pelo seu Cláudio, nosso segurança. Sim, temos segurança, afinal é uma escola privada. Mas antes de sair, ela vira-se para trás e nossos olhos se conectam, apesar da distância. E então ela se vai e o portão é fechado.

A sirene apita, avisando o recomeço das aulas da parte final da manhã, e eu já parto para o pátio para organizar meus alunos em fila para retornarmos para a sala de aula.

Fiquei sem o descanso, mas ganhei o dia.

 

Rochedo, Paraná - Brasil.

Escola Cecília Meireles.

Meio Da Tarde De Segunda-Feira.

Agosto 06, 2018.

 

Depois da inusitada manhã na Escola ReCriar, inicio minha jornada vespertina na Escola Municipal Cecília Meireles, pública e com uma clientela bem mais humilde do que a da outra escola. Não gosto de comparar, mas me realizo muito mais profissionalmente aqui do que lá. Aqui sinto que eles precisam muito mais de mim e me doo mais, não que não me esforce na outra escola. Mas o público, as crianças de lá não têm 10% dos problemas enfrentados pelos meus anjos daqui, pelo menos materialmente. Gosto de trabalhar mais aqui, mesmo tendo o dobro de alunos e sem monitor.

Estamos no intervalo das aulas da tarde. Saio da sala dos professores e procuro um canto reservado para ligar para o Doug. Saudades dele? Claro que não. Curiosidade sobre as novas moradoras da cidade. Pois é, tenho que confessar: quero conhecê-las melhor. Não estou nem um pouco interessada em descobrir o que está acontecendo, e nem quero tentar entender o porquê da sensação de prazer quase maternal que tive em abraçar Mel. Quero conhecê-las melhor. Só isso.

Suspiro.

Será que é somente isso?

E por que o Doug? A secretária de saúde do município é prima dele. Quem sabe Douglas sabe de algo.

Ele me atende no segundo toque.

— Que surpresa boa, Louise. Você está bem?

— Estou bem, Doug. E você?

— Cansado, e a tarde ainda não acabou — posso imaginá-lo bufando naquele imenso escritório. — E ainda tenho, hoje, um jantar político. Vai comigo?

— Sério, Doug? Não estou no clima.

— Por favor, me salva. Só você, do meu lado, para me fazer suportar esses jantares — gosto muito dele, mas enfrentar a família dele e aqueles malas políticos? Não, não tenho estômago.

— É só dizer não.

— Eu não consigo — esse é um dos motivos de não me ligar a ele de nenhuma maneira. Ele sempre obedece ao pai político. É só mesmo a amizade o que me liga a ele; e, às vezes, o sex*, e já há algum tempo, nem isso.

— Doug, preciso de um favor seu — vou ser direta.

— Claro. Do que se trata?

— Tentei falar com Carla e não consegui — mentira, é claro. — Você poderia passar o telefone pessoal dela?

— Posso. Vou passar pelo WhatsApp.

— Certo — depois de alguns segundos escuto o sinal sonoro da mensagem que ele enviou. — Obrigada, Doug.

— E o jantar?

— Vou ficar devendo. Sinto muito.

— Tudo bem. Eu entendo, de verdade. Até mais, então.

— Tchau! — Desligo rapidamente antes de fazer a bobagem de ficar com pena dele e o acompanhar nesse jantar chato. Ligo logo para Carla, pois o intervalo está quase acabando. Ela demora a atender.

Caixa postal.

Ligo novamente.

— Alô?

— Carla? É a Louise — ela deve estar processando a informação. Estudamos juntas no Ensino Médio, mas nunca fomos próximas. E eu acho que ela gosta do Doug.

— Louise? A Luisinha? — É um apelido que detesto. Finjo que não ouvi. — Nossa, quanto tempo. Como você conseguiu meu número privado?

— Doug me passou.

— Ah! O Douglas. Temos um jantar hoje à noite.

Faça bom proveito, penso eu.

— O Doug disse algo do tipo, mas não vou...

— Que peninha — interrompe-me, ela. Melhor assim. — O que você quer?

— Temos uma nova doutora na cidade — afirmo, esperando-a falar alguma coisa. Nada. — Você sabe em que hospital ela atende ou consultório? Não encontrei o nome dela em nenhum lugar.

Mentira, claro; nem procurei. Mas acho que não encontraria, não é mesmo?

— Por que o interesse?

— Disseram que ela é especialista em medicina feminina. Que é boa profissional. — Outra mentira. Nem sei em que área atua Ashanti. — Pelo menos foi o que ouvi dizer.

— É verdade, foi o que me disseram quando informaram que ela iria trabalhar com a Adriele.

— Não conheço.

— A Adriele é ginecologista. Parece que são amigas. Vão trabalhar juntas. Montaram uma clínica.

— Onde?

— No Jardim Aurora. Chique, né? — O Jardim Aurora é o bairro mais chique de nossa cidade. É o nosso Batel. Tudo bem que aqui nada custa 15 mil reais o metro quadrado, como na região mais nobre da capital paranaense, mas é só para efeito de comparação. — Chama-se Clínica Mater.

— Ok! Grata pela ajuda.

— Tudo bem. Então, você não vai ao jantar — provoca Carla. Vaca. Quer saber? Um pouco de ciúme não faz mal a ninguém.

— Não disse que não ia. Eu não sei ainda. Fiquei de confirmar com o Doug. Talvez eu vá — tenho certeza de que escuto um bufar do outro lado. — Bem, tchau e uma boa tarde para você — não espero ela responder. Encerro a ligação e ligo uma vez mais para o Doug. Novamente, ele é rápido em me atender.

— Oi, linda. Ela não te atendeu? — Ele, como sempre, é atencioso.

— Atendeu sim. Foi até educada — rimos do meu comentário. Ele sabe que eu e ela nos estranhamos de vez em quando. — O convite ainda está de pé?

— Que pergunta: sempre.

— Ok! Que horas você me pega?

— Depois das nove da noite. Não quero ser o primeiro a chegar.

— Básico ou chique?

— Simples. É só um jantar político.

— Te espero, então. Beijos.

— Beijos. Ah, Louise...

— Sim?

— Obrigado!

— Você vai ficar me devendo — rimos novamente.

— Tá bom. Beijos.

Espero não me arrepender.

O retorno para a sala de aula depois de um intervalo é sempre complicado. Como eles aproveitam para brincar no pátio e correr também, a grande maioria volta pingando suor. E aí, meus queridos amigos, tenho que lidar com todos os aromas possíveis e inimagináveis. Isso me deixa triste, às vezes, porque me força, mesmo sem querer, a fazer comparações com as crianças da ReCriar, onde quase todos cheiram a um jardim em flores, além de a maioria ter comportamentos diferentes. O nosso extrato social é muito perverso. Apesar de tudo, o resto da tarde é tranquilo.

Faltando cinco minutos para o final da aula começo a organizar a sala e os alunos para podermos sair sem atropelos. A sirene toca, estridente como sempre, e consigo sair com meus anjinhos com relativa calma: sempre tem um puxão de cabelo, um empurra-empurra, mas sempre sobrevivemos. Depois de todos liberados e com a escola já fechando, consigo sair do prédio. Já são quase cinco e meia da tarde.

Será que a clínica ainda está aberta? penso, sem saber o que fazer.

O estacionamento aqui é menor e não é tão arborizado como o da outra escola, mas tem portão elétrico. Saio do estacionamento virando à esquerda para seguir para onde fica a clínica. Vou dar uma passada. Quem sabe? Só curiosidade, entende? Ligo o som do carro. A distância da escola até a clínica não é muita. Talvez dure uns 10, 15 minutos. Dá para curtir uma música, ou duas. Minha playlist é bem variada. Pet Shop Boys...

Adoro!

''Batida... Batida... Batida

Batida do coração

 

Toda vez que te vejo algo acontece comigo

Como uma reação em cadeia entre eu e você

Meu coração começa a falhar uma batida

Meu coração começa a falhar uma batida

Toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez''

Coração, amor e paixão. Amar, amar… eu nunca amei. É claro que amo meus pais e até o irresponsável do meu irmão, mas é um amor fraternal, familiar. Não é como aquele amor que existe entre um casal, ou deveria existir. Paixão e amor. Mais complicações. Será que amor de amigo é melhor e mais duradouro que o amor de amor mesmo? Apaixonada estou pelo meu amigo? Já me perguntei isso várias vezes. Que rola uma química, rola. No entanto, aqui no meu âmago sei que para mim isso não basta. Talvez para ele, não sei. Mas, e as tais borboletas, elas acontecem? Nunca as senti com ninguém. Será que foi isso o que aconteceu comigo hoje de manhã, quando vi Ashanti? Aquele friozinho na barriga eram as tais borboletas?

''Se eu não te amasse

Procuraria por outra pessoa

Mas a cada vez que te vejo, você causa o mesmo efeito

Meu coração começa a falhar uma batida

Meu coração começa a falhar uma batida

Toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez

 

Batida... Batida... Batida

Batida do coração''

Amor... Paixão... Atração...

Às vezes, é aqui que começamos a errar nas nossas escolhas. A linha que divide esses três sentimentos é muito tênue, quase imperceptível. Então, depois da escolha feita, é que vem a constatação... Amor? Paixão? Atração...

Reconhecer essas diferenças é muito difícil, e quando as reconhecemos, algumas decisões já foram tomadas, e nem sempre é fácil retroceder. Evidentemente, alguma coisa aconteceu comigo hoje de manhã. O que estou fazendo agora é loucura, impulsividade? O meu inconsciente tomou a decisão do encontro com Doug logo mais à noite?

''Ouço seu coração bater junto de mim

Estou apaixonado por você; estou dizendo o que sinto

Estou apaixonado por você, e você não sabe

O que significa estar com você

 

Batida... Batida... Batida

Batida do coração''

O que posso pensar? O que você pode dizer? Na paixão, talvez, o que nos atrai na pessoa querida pode ser o físico, quer dizer, os olhos, boca, seios, músculos, a cor da pele. Evidentemente, isso não é amor, não é? Não podemos ser hipócritas e achar que a beleza física não influencia, mas os valores morais, o verdadeiro eu sem a máscara, as atitudes e os defeitos também...

Isso pode ser amor. Enfrentar as crises, brigas, adversidades, sempre juntos...

Isso é amor?

''Toda vez que te vejo, não importa o que você faça

Há uma estranha reação, você pode senti-la também?

Meu coração começa a falhar uma batida

Meu coração começa a falhar uma batida

Toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez

 

''Ouço seu coração bater junto de mim

Estou apaixonado por você

Estou dizendo o que sinto

Estou apaixonado por você, e você não sabe

O que significa estar com você

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Oh, oh oh, toda vez

Batida

Batida.. Toda vez

Batida

Batida... Toda vez

 

Batida... Batida... Batida

Batida do coração'' ¹

 

. . . o O o . . .

 

Estaciono meu carro próximo à clínica. Ela ocupa um quarteirão inteiro e possui estacionamento para clientes. Tem dois pavimentos, é bem ampla e envidraçada. Muito bonita sua arquitetura. Clínica Mater.

O que estou fazendo aqui?

Saio do carro, travando-o. Atravesso a rua e subo uma pequena escada que dá acesso à entrada da clínica, com segurança na entrada, que me cumprimenta gentilmente. O hall é amplo e há algumas pessoas. Todas sentadas.

Dirijo-me até o balcão de recepção onde leio, em uma plaquinha, Dra. Ashanti López Lima e na outra, Dra. Adriele Klein, ambas escritas em itálico. Paro em frente à plaquinha de Ashanti. Uma garota toda sorridente me atende.

— Boa tarde. Em que posso ajudá-la?

— Olá, boa tarde. A Dra. Ashanti.

— Para que horas está marcada sua consulta? — E agora? Ela olha para a tela do computador esperando minha resposta.

— Não é bem uma consulta.

— Sinto muito, mas a agenda dela está lotada. Não tem como atendê-la sem uma consulta marcada.

— Ok! Então eu queria marcar para hoje — então ela olha para a minha cara como se eu fosse de outro planeta, sem saber o que ocorre na Terra. E eu não gosto do sorrisinho dela.

— Desculpe-me, Srta. Não tem como. A agenda da Dra. Ashanti está completa até o final do mês. Já estamos agendando para o próximo... Gostaria de marcar?

— Só para o próximo mês? — Ela nem me responde. Continua com aquele sorrisinho. Quando penso em questioná-la, noto uma movimentação do meu lado direito e lá está ela, toda imponente, em um vestido tubinho branco um pouco acima do joelho, mais o jaleco. O contraste entre as cores chama a atenção. Blanco Y Negro. Ela conversa com uma mulher muito bonita e bem vestida, toda estilosa. Mas noto que também há por ali mulheres mais simples. Será que ela atende todo mundo? Quando percebo que ela está virando em minha direção, saio apressadamente direto à saída.

E fujo...

Vergonhosamente, bato em retirada.

Assim que termino de fechar a porta do meu Fusca e saio dirigindo para longe dali, tenho a impressão de vê-la na porta, olhando para fora...

Na minha direção? Não sei...

Que papelão...

Do nada, lembro-me de um versículo:

''No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.'' ²

Suspirando longamente, sigo para minha casa.

 

_________________________________________________________________________

¹ Heart [Coração] - Pet Shop Boys - 4:15

Written-By – Christopher Sean 'Chris' Lowe/Neil Francis Tennant.

Single By Pet Shop Boys From The Single ''Heart'' - 1988.

Letra De Heart © BMG Rights Management, Kobalt Music Publishing Ltd.

Link Discogs:

https://www.discogs.com/release/151247-Pet-Shop-Boys-Heart

Link Wikipedia:

https://en.wikipedia.org/wiki/Heart_(Pet_Shop_Boys_song)

Link YouTube;

https://www.youtube.com/watch?v=_jRqWzmaNjU

 

² São João, Capítulo IV, Versículo 18.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

 

''Nil sapientiae odiosius acumine nimio.''

Sêneca

 

FOR NOW, THAT'S IT!

Tenham uma boa leitura e comentem à vontade.

 


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 3 - Capitulo III - 'Meu Coracao Começa A Falhar Uma Batida':

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web