''Ainda não completamente preparado para se transformar em destino para eles, aproximou-os e afastou-os... ''
Capitulo X - Se Voce Quer Ser Minha Namorada
Capítulo X
''Se Você Quer Ser Minha Namorada'' ²
Rochedo, Paraná - Brasil.
Casa De Ashanti López Lima.
Início Da Noite De Terça-Feira.
07 De Agosto, 2018.
Ashanti
Assim que fecho a porta, volto meu olhar para Louise, que caminha para a sala, de costas para mim. Observo com mais atenção: o vestido curto exibindo suas belas pernas — palpito ao imaginar o que ela veste por baixo do vestido, ao subir um pouco, quando ela curva-se para deixar suas coisas em cima da mesinha da sala —, as costas seminuas prontas para serem acariciadas e os seus cabelos soltos e ondulados.
Linda, linda demais.
— O que foi? — Ela pergunta, sorrindo, ao virar-se e me flagrar observando-a.
— Você é uma mulher muito bela — respondo, aproximando-me dela e pousando minhas mãos em seu quadril.
— Você é mais — ela replica, enlaçando meu pescoço. E beija-me. Trago-a para mais perto de mim, unindo nossos corpos, intensificando nosso beijo.
Minha língua navega por sua boca molhada enquanto minhas mãos passeiam pelas suas costas, arranhando-a de leve. Ela deixa deslizar seus braços, levando suas mãos para as minhas costas, acariciando-me também. Deliciamo-nos por alguns minutos, em um bailar silencioso, entre beijos, carícias e amassos. Procurando oxigênio, ambas afastamo-nos, as testas encostadas.
— Posso colocar uma música?
— Jantar dançante? — Diz ela, balançando seu corpo ao som de uma música imaginária. Eu acompanho seu ritmo, imaginando qualquer música, também.
— Não dançante, mas, quem sabe, romântico...
— E a Melissa?
— O que tem a Melissa?
— A música pode acordá-la — ela diz, olhando para a escadaria, como se Melissa fosse aparecer ali, de repente.
— Estamos sozinhas — respondo e volto a beijá-la.
— Sério? — Ela indaga e me beija também.
— Sério! — Replico e eu beijo-a de novo. Ficamos nesse dengo gostoso mais alguns minutos. Os nossos perfumes misturando-se, nossos corpos incendiando-se.
— Melhor jantarmos primeiro — ela diz e me dá um selinho. — Afinal, quero ver se você é uma boa chef. — Dá-me mais um selinho, seguido de uma mordidinha no meu lábio inferior, puxando-o levemente.
— Eu sou uma excelente chef, mas amadora.
Sorrimos.
Então, seguimos para a sala de jantar, mas antes ligo o home theater onde já está conectado um pen drive com a playlist para a nossa noite.
Uma versão de ''Pela Luz Dos Olhos Teus'', de Tom Jobim, ecoa pela sala em uma suave voz feminina...
''Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar''
— Que música bonita. Gosto muito das canções de Tom Jobim, Vinicius De Moraes... Bossa Nova... — ela comenta, girando sua cabeça para trás para olhar-me. Minhas mãos estão em seus ombros, massageando-os levemente. Nesse momento, viro-a para mim, tomo seus lábios calidamente enquanto levo uma mão à sua nuca e a outra ao seu quadril, puxando-a mais para mim... E ela, suspirando, entreabre sua boca para a minha língua passear por ela. Termino o beijo com um longo selinho.
— Preparei uma playlist especial para a nossa noite.
— Nossa noite...
Caminhamos, dedos entrelaçados, até mesa de jantar. A mesa está disposta de maneira simples, mas convidativa: uma toalha bege, bem clara, adornada com detalhes dourado-escuros, pratos brancos de cerâmica. Pensei em usar velas perfumadas, mas desisti. Porém, lá estão os arranjos de flores em tons brancos.
Puxo uma cadeira para que ela sente-se.
— Só nossa — complemento dando a volta na mesa e sentando-me de frente para ela. A mesa emana odores saborosos com as especiarias e os temperos que usei para fazer a carne para o nosso jantar. Completa a mesa uma travessa de arroz branco, uma garrafa de vinho tinto e mais nada. Ela parece apreciar o que vê sobre a mesa.
— Nossa, que cheiro bom. O que você fez?
— Alcatra ao vinho tinto.
— Parece delicioso.
— E está!
— Mais que chef mais convencida... E linda — ela diz, pegando em minha mão. O contraste de nossas peles — blanco y negro — destaca-se sobre o fino linho sobre a mesa.
— Posso servi-la?
— Deve! — Ela salienta, sorrindo, soltando minha mão.
Sirvo, então, os nossos pratos — o dela primeiro — com uma bela fatia generosa da alcatra e o arroz branco. Com uma colher, coloco um pouco do molho da carne em cima do arroz. Ela observa tudo com um largo sorriso no rosto. Sirvo-me, também. Termino minha tarefa enchendo nossas taças com um Malco Cabernet Sauvignon Gran Reserva, um bom chileno.
— Ao amor!
— Ao amor! — Ela acompanha-me, brindando comigo.
Comemos em silêncio, entre trocas de olhares, sorrisos e goles de vinho. Ela é especial para mim, quer dizer, mais que especial. Não sei ainda muito sobre ela — na verdade, quase nada — e nem ela sobre mim. Nem sei se ela gosta de mim o tanto que eu estou gostando dela, mas isso não importa-me. Não, por enquanto.
''Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar''
— Você pensa em se casar? — Pergunto do nada, aproveitado a deixa da canção. Louise está levantando a taça para mais um gole e para o movimento no meio do caminho, observando-me... Analisando-me... Olhando-me.
Será que a pergunta a incomodou?
— Sinceridade?
— A verdade, somente a verdade, nada além da verdade — digo sorrindo para dar uma quebrada naquele momento delicado, apesar da pergunta boba. Mas não para mim. Ela toma todo o vinho e deposita a taça vazia na mesa. E serve-se de mais um pouco, completando minha taça que está meio vazia.
— Penso — ela responde sorrindo, pegando em minha mão e mordendo seu lábio inferior. — E você, pensa em se casar de novo? — Ela indaga, pegando meu dedo anelar esquerdo com o seu polegar e seu dedo médio, acariciando-o com o seu indicador.
— Eu não só penso, como eu quero me casar de novo — respondo, abrindo para ela um largo sorriso, olhando para as carícias que ela faz em meu dedo.
''Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar''
Depois desse momento tensamente fofo e fofamente tenso, terminamos nosso jantar somente com sorrisos e vinho tinto. Tiramos a mesa e levamos tudo o que usamos para a cozinha, até a garrafa vazia de vinho. Louise quer começar a lavar as coisas, mas impeço-a dizendo-lhe que temos coisas mais importantes para fazer. E a beijo.
Como é gostoso beijar Louise.
Sem deixá-la pensar muito, termino o beijo já pegando em sua mão e a conduzindo para a sala. Sentamos no sofá grande ainda de mãos dadas. E a beijo de novo. Um trompete jazzístico faz agora a parte instrumental da canção e acalenta nosso beijo. Que vai esquentando, incendiando-se. Nossas mãos perdem-se pelos nossos corpos. Nossas línguas disputam espaços impossíveis dentro de cada boca.
''Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais lararará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar'' ¹
Meu coração palpita, acelerado. Separamos nossos lábios, nossas bocas e nos perdemos por entre nossos sorrisos. Eu estou perdidamente apaixonada por Louise. Ela faz carinho em meu braço e eu descanso minha mão em sua cintura, apertando-a de leve.
— Você beija bem — ela constata sorrindo, seus olhos nos meus e o carinho no braço. O meu sorriso não cabe em mim.
— Você também — respondo sorrindo, sentindo-me mais viva, intensa e mais apaixonada. Quero tanto possuí-la, mas tenho que ir com calma. Não quero assustá-la. Mas, confesso, eu estou no meu limite. A minha libido está transbordando; o seu cheiro de mulher, inebriando-me.
O seu cheiro de mulher me inebria.
— Que tal um programa a três?
— No que está pensando? — Ela, assustada, pergunta sem atinar.
— Calma, não é o que você está pensando. As três, quero dizer, eu, você e Melissa — ela, então, sorri, mostrando satisfação em eu incluir minha filha entre nós. — Ela gosta muito de você... Então, penso que podemos fazer algo juntas. O que você acha? — Concluo.
— Adoraria passar um tempo com vocês duas. Adoraria, não... Amaria.
Então, ela beija-me e eu retribuo o seu beijo com toda a minha paixão, apesar da calmaria, ainda.
Tão linda a minha branquinha.
Nesse momento, levanto-me do sofá e ele arqueia sua sobrancelha sem entender o meu gesto. Vou até onde está minha bolsa e pego o que fui buscar. Volto pegando o controle remoto do home theater para localizar a música que eu escolhi para o momento. Após isso, deixo do lado do controle remoto o que eu peguei em minha bolsa. Espero que Louise não veja o que eu estou deixando aqui.
— Dança comigo? — Peço, esticando minha mão para ajudá-la a levantar-se. Ela pega em minha mão e levanta-se, soltando-a imediatamente e enlaçando meu pescoço com seus braços, grudando em meu corpo.
— Danço! — Ela sussurra, cheia de sorrisos.
Aperto o play para ''Minha Namorada'', música de Carlos Lyra, mas na voz de Maria Bethânia...
''Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser...''
Ela sorri para mim e eu para ela.
Será que ela prestou atenção na letra da canção?
Nós duas ali, no meio da sala, olhos nos olhos, conectadas. Estamos juntas, pertencemos; eu sinto isso. Louise, então, apoia sua mão esquerda em meu ombro, levando a mão direita para a minha nuca e encostando seu rosto no meu. Assim, ouvimos as nossas respirações descompassadas, sentimos nossos corações acelerados. Na minha nuca, sua mão faz leve caricias. Balançamos nossos quadris ao sabor da canção.
Nada supera o prazer de ter em seus braços a mulher amada, penso comigo. E eu amo Louise.
Como é bom estar em seus braços, sentir o calor do seu corpo.
''Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer...
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque...''
Aquele arranhar em minha nuca está me deixando louca, molhada. Dançamos agarradas, sem sair do lugar, trocando tímidos passos e em torno de nós mesmas, círculos sobre círculos, redemoinhando. De repente, sinto meu ombro molhar...
Louise está chorando?
Será que eu estou indo rápido demais e a estou magoando?
Delicadamente, eu a afasto de mim e sinto um aperto no coração ao ver seus olhos cheios de lágrimas.
— Ei, o que aconteceu? — Pergunto, sentindo meu coração batendo forte, querendo escapar do meu peito, temendo sua resposta.
— Não é nada, não, só estou meio nervosa. — Ela responde com um sorriso tímido, ainda acariciando minha nuca. — A música linda, o momento terno que você está me dando... você; as sensações que estou tendo, os desejos...
— Tudo bem, eu também estou nervosa. — Digo, e rapidamente a beijo, sentindo o salgado de suas lágrimas em minha boca, dissolvendo-se entre nossas línguas, misturando-se com a nossa saliva. Minhas mãos passeiam pelas suas costas, meus braços apertam seu corpo contra o meu. Louise arfa em minha boca e eu delicio-me.
''E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você...''
Paro nosso beijo e a afasto de novo, levo uma das minhas mãos para o meio dos meus seios e, de lá, retiro um saquinho lilás. Com a outra mão, eu seguro sua mão direita. Ela encara-me com o seu sorriso encantador, procurando entender o meu gesto, mas quando vê o saquinho, provavelmente, a ficha cai e as lágrimas dela aumentam. Agora, já não tenho tanta certeza do que quero fazer ou do que eu estou fazendo, mas não vou recuar... Não, mesmo.
— Bom, nem sei como começar, apesar de ter ensaiado o passo a passo mentalmente, mas vamos lá... — Paro de falar por um momento e sinto Louise um pouco tremula — ou sou eu que estou tremendo? — Louise, desde o primeiro dia em que te vi, na sala da sua escola, eu soube que você seria minha, e eu sua; sabia que você iria completar minha vida, encher meu vazio, salvar minha vida, e é o que está acontecendo. Eu sei que é cedo, muito cedo e que mal nos conhecemos, mas também sinto que fomos feitas uma para outra. — Louise já não controla mais suas lágrimas e nem eu as minhas. Dou um longo suspiro, soltando sua mão e usando as minhas para abrir o saquinho lilás e retirar de dentro dele um par de alianças. Louise leva suas mãos à boca, vendo as alianças.
— Ashanti... — Ela diz com a voz embargada, mas eu não a deixo terminar.
— Louise, você quer ser minha namorada?
''Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois'' ²
Ela não me diz nada. Não demonstra nenhuma reação, a não ser as lágrimas. Sorrindo, pego a aliança do saquinho, que está na palma da minha mão esquerda, e espalmo-a para Louise pedindo a sua e ela, sem piscar, oferece-me sua mão direita. Então, coloco a aliança em seu dedo anelar e depois beijo sua mão.
— A sua? — Ela pergunta e eu entrego-lhe o saquinho. Ela pega a outra aliança e coloca no meu anelar direito e beija minha mão também. — Eu aceito ser sua namorada.
Estamos emocionadas e felizes, pelo menos eu estou feliz e acredito na felicidade dela também. Abraçamo-nos e nos beijamos.
Carinhosamente, pois era o beijo que precisávamos.
— Linda!
— Você é mais! — Ela diz, passando seus dedos pela minha face. — Como consegue?
— Ser linda? — Ela assente.
— Ser tão intensa... Tão apaixonante... — ela completa.
— Porque você está comigo — respondo, beijando-a. Ela corresponde, abraçando-me forte. — Quero amar você — digo do nada.
Louise afasta-se, mas não se desfaz do meu abraço. Palpito quando em seu rosto um absurdo de lindo e largo sorriso se faz. Palpito mais forte ainda — e com uma leve fisgada gostosa no meu ventre — quando ela se aproxima, colando nossos corpos, aumentando mais o seu sorriso. Eu posso estar enganada, mas o seu sorriso parece de alguém apaixonada, safadamente apaixonada.
— Repete... — Ela sussurra. Mesmo torcendo para que ela aceitasse ser minha, sinto minhas pernas amolecerem com a possibilidade de fazê-la minha mulher em minha cama.
— Quero amar você — digo novamente. Ela abre um largo sorriso, enlaçando meu pescoço.
— Ash, Ash... Eu estou tão apaixonada por você, Ashanti, que tenho a impressão de que a qualquer momento vou desfalecer.
— Se isso acontecer, eu seguro você em meus braços para você não se machucar — afirmo e a aperto em meus braços, colando mais ainda nossos corpos, beijando sua boca, mordendo seus lábios, sugando sua língua. O beijo é intenso, fogoso, molhado e cheio de gemidos de nós duas.
— Quando comprou as alianças?
— Isso, conto depois. Temos coisas mais importantes a fazer.
— Você é tão bonita, Ash.
— Você é mais — falo entre beijos — bela e gostosa — e ousadamente, coloco minha mão em sua bunda, deixando-a de bochechas rosadas.
— Faça-me sua, então!
Sem perder tempo, mas sem pressa, desligo o home theater e entrelaço minha mão na sua e, lado a lado, vou conduzindo-a para o meu quarto, subindo as escadarias lentamente.
Não demoramos muito para chegar ao meu quarto. Mil coisas passam-se pela minha cabeça, já que é a primeira vez de Louise com uma mulher. Pelo menos é o que eu acho.
Eu sou experiente e já fiz sex* com mulheres héteros e inexperientes muitas vezes, mas Louise não é simplesmente uma mulher qualquer; Louise é 'a' mulher que eu quero que seja 'minha' mulher. Não tem como negar: eu estou nervosa, muito nervosa.
Entramos no quarto, fecho a porta — mesmo sabendo que estamos sozinhas — abraçando-a e beijando-a; logo começamos um trocar de carícias gostoso com nossas mãos passeando pelos nossos corpos.
Não sinto-me assustada em ser namorada de Louise, não mesmo. No entanto, tudo isso é novo para ela, e surpreendentemente ela parece estar lidando muito bem com tudo isso, é o que eu sinto em cada gesto seu, na sua expressão de felicidade que eu enxergo em sua face.
— Está tudo bem, Louise? — Pergunto a ela, apesar de sua aparente tranquilidade.
— Sim, Ash! — Ela responde, apertando-me mais nossos corpos.
— Você tem certeza? — Insisto, fazendo carinho em suas costas.
— Tenho, por quê? — Ela pergunta, aproximando nossas bocas.
— Se algo lhe incomodar, não se envergonhe de se abrir, não se acanhe de pedir que eu pare se eu fizer algo que você não queira, ainda — digo a ela e, com calma, viro-a de costas para mim e desço o zíper do seu vestido. Percebo uma leve alteração no seu respirar, um pouco mais acelerado.
Acaricio seus ombros, afastando seus lindos cabelos, dando-me total acesso à sua nuca, onde deposito um beijo. Louise solta um longo suspiro. Ela usa uma lingerie branca que contrasta com sua pele dourada.
Divina.
Deslizo minhas mãos pela lateral do seu corpo até sua cintura e a envolvo em um abraço, beijando seus ombros, pescoço. Louise abraça meus braços, tombando sua cabeça para trás.
— Ash... — Louise deixa escapar em um sussurro quando sente meus dedos acariciando seu ventre, escorregando para dentro de sua calcinha, com delicadeza.
— Eu quero tanto você, amor... — Ela, então, volta-se para mim e nos beijamos.
— E eu quero muito ser sua, Ash... — Diz ela, afastando-se de mim, soltando o sutiã, revelando fartos seios com auréolas rosadinhas e tirando sua calcinha, mostrando-me de quão molhada estava sua vulva, brilhante e lisinha. De costas, ela sobe na cama e deita-se toda sensual, deliciosamente sensual.
Eu, então, dou meu primeiro passo, também soltando meu vestido, para uma das melhores noites da minha vida, com certeza.
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¹ Pela Luz Dos Olhos Teus - Lisa Ono - 2:53
Single By Lisa Ono From The Album ''Namorada'' - 1993.
Compositores: Antônio Carlos Brasileiro De Almeida 'Tom' Jobim/Marcus Vinícius Da Cruz De Mello Moraes.
Letra De Pela Luz Dos Olhos Teus © Warner Chappell Music, Inc.
Link Discogs:
https://www.discogs.com/release/5379168-Lisa-Ono-Namorada-
Link Wikipedia:
https://en.wikipedia.org/wiki/Lisa_Ono
Link YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=UuhsfZepBwY
² Minha Namorada - Maria Bethânia - 3:38
Single By Maria Bethânia From The Album ''Músicas De Vinícius De Moraes - Que Falta Você Me Faz'' - 2005.
Compositores: Carlos Eduardo Lyra Barbosa/Marcus Vinícius Da Cruz De Mello Moraes.
Letra De Minha Namorada © Universal Music Publishing Mgb Spain S.A., Guanabara Music Co., Guanabara Music Co.
Link Discogs:
Link Wikipedia:
https://en.wikipedia.org/wiki/Maria_Beth%C3%A2nia
Link YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=oVngu-zLN54
Fim do capítulo
''Nil sapientiae odiosius acumine nimio.''
Sêneca
FOR NOW, THAT'S IT!
Tenham uma boa leitura e comentem à vontade.
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