''Barrou-lhes o caminho e, abafando as gargalhadas, lá seguiu saltando ao lado deles.''
Capitulo XI - Eu Te Enlaço E Nao Me Permito Soltar
Capítulo XI
''Eu Te Enlaço E Não Me Permito Soltar'' ¹
Rochedo, Paraná - Brasil.
Casa De Ashanti López Lima.
Início Da Noite De Terça-Feira.
07 De Agosto, 2018.
Louise
Quando Ash solta seu vestido, deixando à vista a lingerie sensual que vestia, arfei. Eu não conseguia olhar para mais nada a não ser para o maravilhoso corpo dela. Ela, então, sensualmente, começou a tirar o seu sutiã primeiro, mostrando um par de seios maravilhosamente empinados, com seus mamilos já intumescidos, bem durinhos. Eu não piscava meus olhos para não perder nenhum detalhe, mas ao começar a abaixar sua calcinha boxer, já mostrando o quão úmido e brilhante estava seu sex*, quase enfartei. Seria a minha primeira vez com Ash, com uma mulher e eu não queria perder nenhum detalhe; queria que esse momento não terminasse jamais.
Eu queria ser tocada, possuída, amada por ela.
Ash sorriu maliciosamente ao perceber meu olhar faminto sobre ela e eu não conseguia desgrudar meus olhos de sua pele negra e de imaginá-la sobre a minha pele branquinha. Eu mal conseguia respirar. Puxava o ar com a boca aberta para facilitar a entrada do oxigênio para os meus pulmões. Eu sentia pulsar meu sex* à medida que ela se aproximava da cama e tenho certeza de que meu rosto estava corado, e muito; sentia minha pele quente, principalmente meu rosto.
— Você é linda demais... — balbuciei com ela quase em cima da cama.
— Você é mais — disse ela, já deitando-se sobre mim, beijando-me com voracidade, fome. Eu estava incontrolavelmente excitada com o contato de nossas peles quentes e suadas. Ash tinha um corpo bem delineado, ombros fortes, barriga quase lisa, mas não de academia, e pernas bem torneadas. Sentir seu corpo forte sobre o meu, extasiava-me, excitava-me. Enquanto nossas bocas e línguas brincavam uma com a outra, eu passeava com minhas mãos por sua costa, arranhando sua pele, marcando-a.
Como resposta aos atritos de minhas unhas sobre sua pele, Ash, com sua coxa entre minhas pernas, pressionava meu sex* com força, fazendo-me gem*r alto, pois eu sentia meu pré-gozo molhando a sua coxa e sentia a sua vulva encharcada molhando minha coxa também. Suas mãos, sedentas, percorriam toda a lateral do meu corpo, apertavam meu quadril com possessividade. Rebolávamos juntas, aumentando a fricção dos nossos sex*s em nossas coxas. Esfregávamos exigentes, desassossegadamente.
O prazer de ser logo possuída por ela fazia latejar minha vagin* em pequenos espasmos.
Ash, então, abandonou meus lábios e, deixando uma trilha molhada de beijos, desceu até os meus seios, e sem cerimônia abocanhou meu seio direito, sugando com voracidade meu mamilo, enquanto com sua mão direita massageava e dava pequenos apertões no meu mamilo esquerdo, durinho e sensível.
— Por Deus, Ash... — mal consegui falar por entre gemidos. Ofegávamos juntas. Eu, de olhos fechados, acariciava os cachos encaracolados dela, apertando sua cabeça em direção ao meu seio, incentivando-a a sugar, ch*par, mordê-lo. Eu pegava fogo com suas lambidas e ch*pões em um seio, e apertos e beliscões no outro.
Comecei a me mexer mais e mais, inquieta. Eu precisava de mais, eu queria mais. Ash, como se acabasse de ler meus pensamentos, deixou meus seios e começou a descer, beijando meu colo, minha barriga, passando a língua em volta do meu umbigo, caminhando em direção ao meu ventre. Eu já empinava só de pensar sua boca parando por ali. Sentia sua respiração quente aproximando-se de minha vulva. Então, ela parou e eu, impaciente, ergui-me por entre os cotovelos, para olhá-la.
— Você quer? — Ela pergunta, sapeca, e eu sinto o ar quente exalando de seus lábios sobre minha fenda. Eu quase vou ao delírio. Nunca senti tanto tesão em minha vida. Vê-la ali, dentada entre minhas pernas, sua pele negra contrastando com a minha brancura, derretia-me.
— Quero, quero muito — respondo, sentindo meu coração ribombar descontroladamente. Eu estava a ponto de goz*r sem ela fazer esforço algum, somente com seus beijos e amassos.
— Como você nunca... — ela diz, beijando minhas coxas, uma de cada vez. — Eu não quero que você sinta-se desconfortável — e beijou meu púbis, que eu tinha deixado lisinho para ela.
— Eu acho que nunca esperei tanto e desejei por alguma coisa como por esse momento... — Então, levo minhas mãos até a cabeça de Ash, fecho meus olhos e empurro sua cabeça em direção ao meu sex*. — Por isso... — E empino meu quadril para receber sua boca em minha vulva, o que ela faz, fazendo-me ofegar.
Ash, com toda a delicadeza — talvez para que eu sentisse tudo, sem pressa —, começou a beijar meu púbis novamente e a lambê-lo. Foi descendo seus beijos e lambidas até que eu a senti beijando minha vulva, lambendo meus grandes lábios, ch*pando meu clit*ris. Eu sentia um tesão absurdo, visceral. Eu agarrava-me aos lençóis, procurando me conter... O que era impossível. Ela continuava com o oral delicioso, lento e calmo, como se desfrutasse de uma fruta saborosa. Eu estava no meu limite. Sempre demorei um pouco para goz*r nas minhas relações, se é que eu goz*va nelas, porque o que estava acontecendo comigo, naquele momento, eu nunca tinha sentido em relação alguma. Eu estava para goz*r, mas ela não deixava, e eu não queria.
— Oh, Ash... Puta merd*... — gemi, rebol*ndo, arfando. Ela tirou sua boca de lá e eu a olhei, não acreditando em sua provocação. O seu rosto demonstrava satisfação, deixando minha deusa mais linda ainda. Sim, deusa do Ébano.
Linda.
— Está gostando? — Ela questiona com um perfeito sorriso, toda satisfeita, sabendo que estava mais que agradando, sabendo que estava dando-me o maior prazer da minha vida. Meu peito subia e descia; meus pulmões buscavam por mais oxigênio.
Eu estava entorpecida, maravilhada.
— Se estou gostando? — Tento responder em um fio de voz. — AMANDO! — Gritei, jogando minha cabeça para trás quando ela, sem eu esperar por isso, penetrou-me com três dedos... Assim, do nada. E subiu em cima de mim, possuindo novamente meus seios com sua quente boca, mordendo e ch*pando um mamilo de cada vez.
Entre minhas pernas, Ash movia seus dedos dentro de mim, enterrando-os o mais profundo que conseguia, movimentando-os com força, ao mesmo tempo em que deslizava seu polegar sobre o meu intumescido clit*ris, aumentando mais ainda a onda de prazer que percorria por meu corpo todo. Eu gemia mais e mais e isso parecia deixar Ash mais possessiva, fazendo seus dedos entrarem e saírem de dentro de mim cada vez mais rápido, sem esquecer meu ponto especial.
Eu movimentava meus quadris para frente, contra sua mão, tentando entrar no ritmo dos seus dedos, fazendo com que seus dedos pudessem entrar mais dentro de mim, cada vez mais fundos, profundos. Ash, então, abandonou meus seios e desceu novamente, beijando-me toda, sem deixar de entrar e sair de dentro de mim, e voltou sua atenção para o meu clit*ris, usando sua boca maravilhosa para isso. Eu me contorcia toda por entre seus lençóis; já não controlava meus movimentos... Minhas pernas estavam trêmulas, minha vagin* espasmódica. Eu sentia a proximidade do meu gozo, do meu orgasmo.
Levei minhas mãos para a cabeça de Ash, apertando mais ainda sua boca em meu sex*. Minha vagin* apertava cada vez mais os dedos de Ash, e ela não parava de sugar-me, de penetrar-me... Ela sugava e penetrava... Penetrava e sugava... E eu rebol*va, rebol*va, rebol*va cada vez mais rápido até que, com um grito gutural, elevei todo o meu corpo, empinando todo o meu quadril na boca de Ash, e eu g*zei como nunca tinha goz*do em toda minha vida... Eu jorrava na boca de Ash, sim, jorrava.
Isso nunca tinha me acontecido.
E desabei na cama, arfando, sugando oxigênio de qualquer maneira... Tentando respirar. Ash continuou a acariciar minha vulva com a palma de sua mão, enquanto seus dedos permaneciam dentro de mim, movimentando-se bem devagar, carinhosamente. Ela, então, saiu de dentro de mim e deitou-se ao meu lado. Eu sorria toda abobada para ela, apaixonadamente. Ela sorria, também; respirava descompassadamente.
Seu corpo negro, todo molhado, era lindo de se ver.
— Eu te amo — digo e tinha que dizer. Afinal, eu a amava mesmo e não tinha mais dúvida nenhuma.
Eu estava mais do que certa disso.
Só agora eu começo a tomar consciência do que havia acontecido, de onde eu estava. Uma música eu ouvia, ou parecia ouvir. Não me lembrava de ela ter ligado alguma coisa ou colocado algo para tocar, ou em que momento ele fez isso. Provavelmente foi quando ela trancou a porta...
Nossa, que loucura.
''É tão singular
O jeito que me observa acordar
E o meu cabelo não parece te assustar
Você, incrivelmente, não se importa
Se eu te chutar a noite inteira''
— Eu também amo você — Ash replica com o mais lindo sorriso nos seus lábios, sorriso que eu jamais irei esquecer na minha vida.
Meu corpo estava quente, mas senti minha face queimar com a sua confissão. Saber que ela me amava como eu a amava fazia-me ter a certeza de que eu faria qualquer coisa para ficar com ela, estar com ela, ser dela. Levantei-me e deitei-me em seu peito nu. Ela, carinhosamente, abraçou-me, protetoramente. Eu sentia seu peito subir e descer, seu coração palpitar e desacelerar lentamente. Nesse momento, levantei minha cabeça e encarei seus lindos olhos, e ela sorriu. E então a beijei. Meus lábios encontraram os dela, enquanto eu subia sobre seu corpo desnudo e vibrei, sentindo sua pele quente e úmida de suor; nossas peles quentes e suadas colando-se numa só chama, em um só desejo. O coração de Ash voltou a bater mais rápido de novo, com minha boca encaixada na sua, minha língua duelando com a dela; com minha perna pressionando seu sex*.
''É singular
Tua vergonha e tua forma de pensar
O teu abraço que me enlaça devagar
E enfeita todos os meus dias e horas''
Separei-me de sua boca, encarando-a ternamente.
— Eu não sei como fazer, mas quero muito você agora, meu amor — digo quase em um sussurro, timidamente, perdendo-me entre seus lábios e sua boca entreaberta.
Surpresa e sorrindo, ela assente.
— Não tem segredo, Ise. É só você amar-me — ela responde, meigamente.
Desajeitadamente, sem saber como fazer, levantei meu corpo de cima dela, deitando-me ao seu lado; sustentando meu corpo com meu braço esquerdo, fiquei por um tempo observando seu corpo maravilhoso. Levei minha mão direita até seus seios e comecei a massageá-los bem devagar, sentindo-os, apertando um mamilo, depois o outro. Ash, de olhos fechados, gemia. Eu comecei a excitar-me somente em vê-la entregue assim para mim. Então, deslizei minha mão em direção ao meio de suas pernas até chegar à sua carnuda vulva e ela entreabriu suas pernas, oferecendo-me seu sex*, dando-me mais facilidade para o que eu queria fazer.
Eu estava extasiada, sentia a umidade entre minhas pernas aumentar.
''É tão particular o meu encontro quando é com você
O meu sorriso quando tem o teu pra acompanhar
As minhas histórias quando você para pra escutar
A minha vida quando tenho alguém pra chamar
De vida''
Minha vagin* contraiu-se quando meus dedos entraram na vagin* quente e úmida de Ash. Ela soltou um longo suspiro quando eu comecei a me movimentar em um vai e vem dentro dela. Senhor, como era delicioso sentir sua carne quente e molhada. Eu jamais poderia imaginar que eu pudesse fazer alguém sentir tanto prazer e eu sabia que ela estava sentindo. Com o meu vai e vem, ela começou a rebol*r em meus dedos. Com certeza, eu iria goz*r novamente somente em fazê-la a ter prazer. Eu queria ir mais devagar para senti-la, mas ela parecia desejar mais dos meus movimentos.
Tentando fazer como ela tinha feito comigo, levei meu polegar até seu clit*ris, massageando-o enquanto meus dedos se deliciavam dentro de sua vagin*.
Em nenhum momento deixei de encarar Ash.
''É tão singular
A habilidade que eu tenho em montar
Um arsenal de clichês pra te cantar
Na intenção de te fazer não esquecer''
Ver em suas feições, mostrando-me o quanto eu a estava agradando, o prazer que eu estava dando a ela fazia-me poderosa, fazia-me sentir coisas indescritíveis. Por um breve momento, Ash abriu seus olhos e eu me perdi em seu olhar luxurioso, mas ela os fechou de novo quando aumentei os movimentos em sua vagin*, entrando e saindo, rodando meus dedos dentro dela, pressionando seu clit*ris. Ash, então, puxou minha cabeça e tomou meus lábios com força, sufocando o urro que saia de sua garganta e eu senti, ao mesmo tempo, meus dedos sendo 'esmagados' por sua vagin* e um jorro quente e viscoso escorrer por entre meus dedos. G*zei de novo. Retirei meus dedos de dentro dela e ela gem*u, manhosa.
Voltei a deitar-me em seu peito e ela abraçou-me enquanto esperávamos nossas respirações se acalmarem.
''Que eu nunca vou parar de te chutar a noite inteira
Mesmo se você brigar
Eu te enlaço e não me permito soltar
Pro nosso nós não deixar de ser assim tão singular
É tão particular o meu encontro quando é com você
O meu sorriso quando tem o teu pra acompanhar
As minhas histórias quando você para pra escutar
A minha vida quando tenho alguém pra chamar
De vida
De vida
De vida
De vida'' ¹
— Não vi você ligar o home theater — comentei, assim que a canção acabou, observando os LEDS do som ligado, piscando luzes azuis na penumbra do quarto que estava somente com os abajures ligados, que ficavam ao lado da cama, mas possuíam uma iluminação bem suave. Começava a tocar outra canção desconhecida para mim... Parecia ser só instrumental.
Novamente acomodei-me no seu peito.
— Acho que os seus olhos estavam ocupados com outras coisas.
— Pode ser — respondo sorrindo, afinal ela tinha razão: quando ela trancou a porta do quarto, não consegui focar em mais nada a não ser nela, em seu corpo, nos seus gestos. — Mas você deve ter sido rápida, muito rápida para ligar e eu nem ter notado.
Um gostoso silêncio instalou-se entre nós.
Eu, logo, levantei minha cabeça do seu peito e a vi sorrindo ou rindo de mim.
— Já estava ligado quando entramos.
— Sério?
— Sério!
— Nossa, eu devia estar muito nervosa.
— Uhum! — Ela murmura.
— E o anel?
— Lembra do dia do shopping, com a Melissa?
— Da compra das roupas...
— Isso.
— Lembro, mas você não saiu do meu lado e não me lembro de termos entrado em nenhuma joalheria.
— Pois é, mas havia uma em frente à loja onde compramos os vestidos.
— Não notei.
— Mas eu, sim. Voltei lá depois, escolhi e comprei as alianças.
O silêncio voltou a nos aconchegar.
Voltei a acomodar-me melhor sobre o seu corpo, colocando minha perna direita entre suas pernas e, evidentemente, sobre o seu sex*. Percebi sua respiração ficar cada vez mais cadenciada.
— Soninho? — Pergunto, fazendo carícias em seu braço.
— Uhum! — Novamente, ela resmunga, apertando-me mais forte. Eu sorri.
Não dissemos mais nada. Com o tempo, percebi Ash ressoar e suspirar. Ela já estava dormindo. Não consegui ficar muito mais tempo acordada também, e algum tempo depois tudo ficou deliciosamente escuro, suavemente calmo.
. . . o O o . . .
Aos poucos fui abrindo meus olhos e, a princípio, não sabia onde estava. Meio sonolenta, ainda, tentei manter meus olhos abertos para reconhecer onde eu estava. De repente, meu coração dispara: somente agora notei um peso em minhas costas e, de olhos agora bem abertos, sorri. Devagar, mas bem devagar mesmo, afastei-me lentamente do peso das minhas costas e, sorrindo, virei-me e, então, eu a vi: Ash estava dormindo profundamente.
Não resisti ao ver seu corpo mal coberto pelo lençol um pouco acima de sua bunda, deixando suas costas expostas, e beijei sua pele descoberta e macia, torcendo para não acordá-la. Eu queria fazer e trazer um café na cama para ela. Eu queria agradá-la; na verdade, eu queria amá-la de novo. Apesar da noite de amor que tivemos, eu estava novamente excitada. E não era pouco.
Podia sentir a umidade entre minhas pernas aumentando, mas haveria muitos, muitos outros momentos como este.
Levantei-me tentando não despertá-la e fui ao banheiro para fazer xixi, escovar os dentes, enfim, dar uma geral no visual.
Assim que terminei de usar o banheiro, voltei para o quarto e ela ainda estava na mesma posição. Dorminhoca. Vendo aquele corpo negro parcialmente exposto ali, estava me deixando elétrica de novo; eu precisava controlar-me, mas não queria. Não acredito que uma mulher pudesse ter esse efeito sobre mim. Inacreditável. Controlando-me o máximo que podia, saí do quarto e fui para a cozinha —nua mesmo; eu sentia-me ousada — para preparar o café do meu amor.
Sim, meu amor.
Eu nunca me senti tão bem na minha vida. Se isso é ser feliz, eu estava muito feliz. Tudo bem que nos conhecíamos muito pouco e também era pouco tempo de envolvimento, mas de uma coisa eu tinha certeza como nuca tive em minha vida: eu amava Ashanti. E eu acho que ela também me ama, e isso me dava forças para enfrentar qualquer coisa... Qualquer coisa, não: o mundo. O mundo eu enfrentaria por ela, pelo nosso amor, pelo meu amor. Que loucura, tenho que admitir, doce e deliciosa loucura.
Eu sabia o que sentia e admitia isso.
Não me vejo mais sem ela e a pequena Melissa.
Entrei na cozinha — e que cozinha — e comecei a procurar o que fazer para ela. Fui abrindo tudo: armários, geladeira, despensa. Peguei o que eu achava que ela podia gostar — já que estava tudo por ali, é claro que ela gostava — e preparei o café para ela. Juro que eu nunca me imaginei fazendo isso, e ainda mais para uma mulher. Queria retribuir os momentos maravilhosos que passei até agora com ela fazendo essa gentileza. Ela merecia, a minha mulher merecia, pois ela é meiga, forte, linda, perfeita...
Minha mulher.
Coloquei tudo o que eu escolhi para ela — e para mim também, afinal estava faminta, em todos os sentidos — em uma bandeja. Coloquei as mãos na cintura e observei a bandeja: tinha frutas, suco, café e torradas. Faltava alguma coisa? Sim, faltava. Procurei pela cozinha o que eu precisava para completar o arranjo e encontrei em um balcão: caneta e papel ao lado de uma Bíblia fechada. Abri-a, aleatoriamente, e li a primeira coisa que encontrei:
''O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta'' ²
Suspirei e fechei-a.
Então, peguei uma folha e desenhei uma flor. Sim, desenhei uma linda e caprichada flor, pelo menos para mim estava linda e perfeita. Coloquei a folha na bandeja e voltei para o quarto.
Fazendo um malabarismo com a bandeja, abri a porta lentamente — eu queria acordá-la do meu jeito — para não fazer barulho e a dorminhoca estava do mesmo jeito que a deixei. Revirei meus olhos: será que a danada não sentiu minha falta?
Mesmo sabendo que eu a veria novamente, mas me extasiei mais uma vez com sua imagem, agora completamente nua: o lençol já não cobria mais nada. Ash estava lindamente nua na cama, de costas para mim. Ela deve ter se mexido e o lençol saiu de cima dela.
Deixei a bandeja ao lado da cama e subi bem devagar em cima dela, e me deitei atrás de Ashanti e comecei a beijar suas costas, enquanto, safadamente, acariciava sua gostosa bunda, deslizando minha mão para o centro dela. Sentia uma palpitação absurda só de imaginar-me acariciando o seu sex*, que era o que queria fazer se ela não se virasse para mim e me desse o mais belo sorriso do mundo. Não resisti e beijei-a. Ela se empolgou e subiu em cima de mim, pressionando meu corpo na cama, sem separar sua boca da minha.
— Ash, o café... — tento falar entre os beijos.
Então, ela para e me olha.
— Café?
— Sim, preparei para você — sussurro. Ela estava com sua perna entre as minhas, pressionando deliciosamente meu sex*. — Se não tomarmos agora, vai esfriar — conclui, arfando.
— Sério? Você acha que vai esfriar? — Olhei para ela sem entendê-la. Ela estava com uma cara de safada. — Então, não vamos deixar esfriar, não é mesmo?
Quando dei por mim, Ash já estava com seus dedos dentro de minha vagin*. E eu? Eu me preparei para um café da manhã delicioso.
________________________________________________________________________
¹ Singular - Anavitória: 3:26
Single By Anavitória From The Album ''Anavitòria'' - 2016.
Compositora: Ana Clara Caetano Costa.
Letra de Singular © Anavitoria Artes Ltda.
Link Discogs:
https://www.discogs.com/release/14775297-Anavit%C3%B3ria-Anavit%C3%B3ria
Link Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anavit%C3%B3ria_(%C3%A1lbum)
Link YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Lu_wwks1Eig
²1 Coríntios 13:4-7
Fim do capítulo
FOR NOW, THAT'S IT!
Tenham uma boa leitura e comentem à vontade.
''Aquele que é corajoso, é livre.''
Sêneca
Comentar este capítulo:
Sem comentários
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook: