Capitulo 38
Capítulo 38
"A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados; amados por nós mesmos, ou melhor, apesar de nós mesmos." - Victor Hugo
Gabriel passou o dia inteiro remoendo as palavras da cunhada. As palavras de Marina ecoavam em sua mente, misturadas com a conversa firme de Elisa. A ansiedade crescia, o coração acelerava. Ele estava perturbado e no fim da tarde, incapaz de suportar tudo aquilo, ele ligou para a psicóloga.
- Doutora Vanessa, preciso de uma consulta urgente amanhã cedo. - Disse com a voz tensa.
Ela percebeu a ansiedade dele e aceitou, marcando para a manhã seguinte. Mas, antes ainda tiveram uma breve conversa.
- Gabriel, vou te atender amanhã logo cedo, mas, vamos conversar um pouco agora por vídeo.
- Não precisa doutora.
- Precisa. Me ligue agora.
Gabriel fechou a porta do quarto a chaves. Não queria ser interrompido. Respirou fundo antes de ligar. Quando a imagem da psicóloga apareceu na tela do notebook, ele já estava com os olhos cansados e a voz trêmula.
- Doutora... eu não consigo parar de pensar nas coisas que ouvi. Estou agitado, ansioso, parece que meu coração não descansa.
- Gabriel, você está em crise. É importante reconhecer isso. Fico feliz de você ter me ligado e pedido para conversamos.
Ele passou as mãos pelo rosto.
- O que exatamente está te perturbando Gabriel?
- Eu... - Ele fechou os olhos, respirou fundo.
Vanessa o observou com calma.
- Hoje encontrei com minha cunhada. Ela me disse algumas coisas e eu não consigo tirar isso da cabeça.
- Ela é irmã da sua esposa?
- Não... Não.. Ela é a viúva de meu irmão, Otávio.
- O que ela te disse para te deixar tão ansioso?
- Como eu já havia dito Vanessa, tenho problemas com a minha sobrinha, Ana Carolina que é filha dela, por sinal. A Marina, minha cunhada, disse que Carol está envolvida com.... com filha do assassino do meu irmão e pai dela. Ela também fez questão de... de insinuar que minha esposa e a minha sobrinha eram mais que amigas ou foram mais que amigas. - Ele se levantou e andou um pouco pelo quarto, as mãos na cabeça negando que tal situação fosse possível.
Vanessa apenas observava atenta aos gestos corporais dele. Após alguns instantes ele sentou-se novamente a frente do notebook.
- Mais calmo? Ela perguntou suavemente.
- Elisa já me disse inúmeras vezes que nunca teve naca com a Ana Carolina. Que elas sempre foram amigas e ela sempre viu a Carol como a melhor amiga da prima e justamente por isso acabaram se tornando amigas. Que minha sobrinha nunca em momento algum tentou algo com ela porque nunca houve interesse por parte de nenhuma das duas.
- E isso não é o suficiente para você acreditar na sua esposa, no seu relacionamento?
- Deveria ser, mas, tive algumas experiências ruins com ela, como já falei antes. A Carol ficou com algumas mulheres que me interessei ou tive algo. Mas, não é apenas isso que está me incomodando, no fundo sei que elas nunca tiveram nada. Eu acredito na minha esposa.
- Então o que realmente está te incomodando em toda essa história contada por sua cunhada?
- Que minha sobrinha possa estar se envolvendo com a filha do assassino do meu irmão. Isso para mim é impossível. Ela cresceu sem o pai, que era maravilhoso, meu irmão era a melhor pessoa do mundo e foi assassinado covardemente por aquele sujeito. Meu pai deu o amor que seria para mim, para ela e... para que? Para ela estar com a filha do homem que matou o filho dele?
Vanessa inclinou-se levemente para frente.
- Eu não consigo tirar isso da cabeça. Depois que cheguei desse almoço, falei com Elisa, e ela me fez ver que talvez eu esteja sendo manipulado pela minha cunhada. Não seria a primeira vez que ela faria isso, ela não aceita que minha sobrinha seja lésbica, odeia a prima da Elisa que é a melhor amiga da Carol e poderia inventar tudo isso. Mas eu não consigo desligar, deixar de ver que minha cunhada possa ter razão e talvez, minha sobrinha não saiba quem realmente é essa mulher que pode estar na vida dela. Eu não sei o que fazer ou pensar Vanessa. Eu realmente não sei.
- Você está preso entre a raiva e a dúvida. Isso é natural, mas não pode deixar que isso te consuma. Quando a mente fica nesse turbilhão, precisamos de pontos de apoio.
Gabriel suspirou.
- Converse com alguém que seja seu porto seguro. - Aconselhou Vanessa.
- Eu tentei falar com a Elisa... mas não sei o que fazer. Ela defende minha sobrinha e isso me irrita, me faz agir de uma maneira que eu não quero mais.
- Você fala da sua mãe como amor, respeito e sempre afirmou que ela sempre foi um porto seguro para você no meio de tudo.
Gabriel ficou em silêncio por alguns segundos, até que um sorriso breve surgiu.
- Minha mãe... sempre foi meu apoio. Com ela eu me sinto acolhido.
- Então faça isso. - Disse Vanessa, firme. - Ligue para ela.
- Mas, como posso dizer para ela o que minha cunhada disse?
- Gabriel, fale sobre o que você está vivendo, compartilhe com ela sua felicidade com a gravidez de Elisa, deixe que ela seja o seu porto seguro nesse momento. Como eu disse há pouco você está preso na raiva e na dúvida. Você precisa se conectar com quem pode te trazer calma e lembranças de afeto. Isso ajuda a quebrar o ciclo da ansiedade. Alegria também faz parte da cura, quando não conseguimos lutar sozinhos, buscamos ajuda Gabriel, o mais difícil você já está fazendo que é justamente buscar essa ajuda para lidar com tudo o que você passou.
Gabriel assentiu, mais calmo.
- Vou ligar para minha mãe.
Vanessa sorriu.
- Ótimo. Por hoje, se permita descansar. E amanhã cedo conversaremos com mais calma e falamos sobre a conversa com sua mãe, até amanhã Gabriel.
Gabriel desligou a chamada, respirou fundo e pegou o celular novamente. Estava decidido: ligaria para Dona Estelita, seu porto seguro.
Buscou o número da mãe. Quando ouviu a voz de Dona Estelita, um alívio imediato tomou conta dele.
- Mãe... como é bom ouvir você.
Ela sorriu do outro lado da linha, cheia de ternura.
- Meu filho, estava pensando em você. Como você está? E Elisa?
Gabriel respirou fundo, e pela primeira vez no dia, sorriu de verdade.
- Ontem soubemos que será uma menina. Elisa está grávida de uma princesa. Eu estou imensamente feliz, mãe.
Dona Estelita se iluminou.
- Mais uma neta! Que bênção. Você sabe o quanto isso me alegra.
O amor entre eles era profundo. Gabriel sempre se sentira acolhido pela mãe, o único porto seguro em meio às tempestades da vida.
- Quando vocês voltam para a fazenda? - perguntou ela, animada.
- Estou pensando em voltar em alguns dias, mas vai depender de Elisa... e de algumas coisas que estou resolvendo. - respondeu Gabriel, sem mencionar a terapia.
Do outro lado da sala, Dr. Mário ouvia em silêncio a conversa entre esposa e filho.
- Seu pai sente sua falta. - disse Estelita. Gabriel suspirou, pesado. - Então por que ele não liga, mãe?
Ela hesitou.
- Ele está repensando algumas atitudes. Sua ida para a capital mostrou coisas a ele.
Gabriel fechou os olhos, a voz embargada. - Eu amo o meu pai... mas não sei se ele me ama. Talvez eu esteja aprendendo que não preciso desse amor para viver.
Estelita se emocionou.
- Não diga isso, filho. Ele te ama, só não soube demonstrar.
Gabriel respondeu com firmeza, a dor transbordando:
- O amor que eu queria dele... ele deu à Ana Carolina. Ela acabou tendo tudo o que desejei algum dia em relação ao meu pai.
Um silêncio pesado tomou conta da sala. Do outro lado, Dr. Mário sentiu o golpe das palavras do filho.
- Vou desligar, mãe. Quero ficar com Elisa. - disse Gabriel, suavizando o tom. - Eu te amo, mãe. Amanhã volto a ligar preciso conversar com senhora, só que agora não é o melhor momento.
- Filho... Está bem meu amor. Eu também te amo.
Ele encerrou a ligação. Dona Estelita permaneceu com o celular nas mãos por alguns segundos, pensativa. O coração apertado pelas palavras do filho. Ao levantar os olhos, encontrou Mário sentado na poltrona, imóvel, mas com o olhar pesado. Ele havia escutado toda a conversa.
- Você ouviu, não foi? - disse ela, firme.
Mário não respondeu de imediato. Apenas respirou fundo, como quem carrega um fardo antigo.
- Ele disse que não sabe se você o ama, Mário. - continuou Estelita, com a voz embargada. - E que talvez esteja aprendendo a viver sem esse amor.
O velho abaixou a cabeça, silencioso.
- Gabriel sempre te amou. Sempre quis sua aprovação. Mas você nunca soube demonstrar. - Estelita se aproximou, encarando-o.
Mário fechou os olhos, como se as palavras fossem golpes.
- Eu... eu não sabia que ele sentia dessa forma.
- Não sabia porque nunca quis ver. - retrucou Estelita, firme. - Quantas e quantas vezes eu falei para você? Hein? Perdi a conta das vezes, até Otávio quando vivo falou com você sobre suas cobranças excessivas para com Gabriel.
O silêncio tomou conta da sala. Mário parecia menor, encolhido diante da verdade.
- Sabe o que é pior? Ele culpa a Ana Carolina! Ele culpa a sobrinha porque viu o amor, a atenção, o carinho que queria de você ir para ela. E eu não estou aqui culpando a minha neta. Longe disso, porque eu a amo intensamente, mas você... você não... você nunca conseguiu dar amor aos dois, ou melhor, você esqueceu que seu filho também precisava de você.
Mário passou a mão pelo rosto, pensativo.
- Talvez seja tarde demais... Eu o amo Estelita, você sabe disso.
- O pior é que eu sei. E como sei que você o ama. Nunca é tarde para demonstrar amor a um filho Mário. - respondeu ela, com firmeza. - Mas se você não fizer nada agora, aí sim será tarde demais.
O velho médico ficou em silêncio, absorvendo cada palavra. Pela primeira vez em muito tempo, parecia realmente refletir sobre os erros que havia cometido como pai.
Enquanto Gabriel e Mário se perdia em suas angústias, na fazenda de Diana o clima era outro.
Liz e Diana passaram o dia inteiro com o pensamento voltado para o jantar a quatro no apartamento de Ana Carolina.
Diana, mesmo em meio às reuniões com Lavínia e aos afazeres da fazenda, não conseguia esconder o sorriso. A cada pausa, trocava mensagens com Carol, pequenas palavras que iluminavam seu dia. O coração dela estava leve, ansioso, cheio de expectativa.
Liz, por sua vez, sentia-se nervosa. A ideia do jantar a deixava agitada, como se fosse um passo importante demais. Mas uma mensagem carinhosa de Alice, simples e doce, conseguiu encantá-la e trazer algum alívio.
Pouco antes de se arrumar, Liz teve uma conversa com Mariana, sua mãe. Foi um momento de mãe e filha, marcado por respeito e amor. Mariana a ouviu com paciência, apoiou com carinho e disse: - Filha, você precisa confiar em si mesma. Alice vai respeitar os limites que você impor, mas é importante que você fale, que deixe claro o que sente e o que deseja.
Liz abaixou os olhos, emocionada. - Eu tenho medo, mãe... medo de me perder nisso. - Você não vai se perder. - respondeu Mariana, segurando as mãos da filha. - Porque você sabe quem é, e porque eu estarei sempre aqui.
O abraço das duas foi longo, cheio de afeto. Liz sentiu que, com o apoio da mãe, poderia enfrentar o jantar com mais calma.
Liz e Diana chegaram juntas ao apartamento de Ana Carolina. Carol abriu a porta com um sorriso largo, e Alice logo apareceu atrás dela, abraçando as duas com entusiasmo.
- Achei que vocês iam desistir de vir! - disse Carol, rindo. - Desistir? - retrucou Diana, animada. - Eu passei o dia inteiro contando as horas.
Alice olhou para Liz, que estava visivelmente nervosa, e disse em tom carinhoso: - Ainda bem que você veio... eu estava esperando por você.
Liz corou imediatamente, desviando o olhar. Diana percebeu e não perdeu a chance de brincar: - Ih, olha só, Alice, você conseguiu deixar a Liz vermelha antes mesmo do jantar começar!
Carol caiu na gargalhada. - Verdade! Se continuar assim, vamos ter que servir água com açúcar pra Liz.
Liz tentou se defender, tímida: - Vocês não têm jeito...
O jantar foi servido com pratos simples preparados por Carol, mas o clima era de festa. Entre uma garfada e outra, as histórias surgiam. Liz contou, rindo, sobre a vez em que se perdeu na biblioteca da faculdade e acabou dormindo entre os livros. - Eu acordei com o segurança me cutucando. - disse, cobrindo o rosto de vergonha.
Diana não perdeu a oportunidade: - Isso é a cara da Liz! Dormir na biblioteca e ainda achar que estava estudando.
Alice riu tanto que quase derrubou a taça de vinho. - Eu sabia que você era dedicada, Liz, mas não imaginava que fosse a esse ponto!
Liz ficou ainda mais corada, e Alice, aproveitando o momento, sussurrou: - Eu adoraria te ver dormindo assim, cercada de livros... deve ser uma cena linda.
Liz engasgou levemente com o vinho, arrancando gargalhadas de Carol e Diana. - Pronto, Alice, você conseguiu deixar Liz sem palavras. - disse Diana. - Isso é raro, viu? A Liz sempre tem uma resposta pronta.
Na varanda, já com taças de vinho nas mãos, se acomodaram em pares: Alice e Liz em uma poltrona, Carol e Diana em outra. A conversa se alongava, cheia de risadas e confidências.
- Carol, você sempre foi assim tão animada? - perguntou Liz, curiosa. - Sempre. - respondeu Carol, sorrindo. - Mas com a Diana eu fico ainda mais. Ela me faz rir de qualquer coisa.
Diana apertou a mão dela discretamente, e Carol retribuiu com um olhar cúmplice.
Alice se virou para Liz, olhando-a nos olhos. - E você? O que te faz rir assim? Liz hesitou, o rosto corado.
- Talvez... estar aqui. - murmurou, tímida.
Carol e Diana se entreolharam e caíram na risada. - Pronto, Alice, você conseguiu de novo. - disse Diana. - A Liz está oficialmente sem defesas. - completou Carol.
As quatro brindaram, celebrando não apenas o jantar, mas a cumplicidade que nascia entre elas. Conversaram sobre pequenas situações do dia a dia, riram de histórias antigas e se perderam no tempo.
Quando Liz olhou para o relógio, arregalou os olhos. - Gente, já é quase meia-noite! Carol riu. - Quando a companhia é boa, o tempo voa.
Ninguém queria encerrar a noite, mas sabiam que precisavam. O jantar, que começou com expectativa e nervosismo, terminava com alegria, flertes e promessas silenciosas de novos encontros.
- Você vai pra casa, Diana? - perguntou Carol, olhando para ela com um sorriso cúmplice. - Na verdade, pensei que... - Diana começou, mas Carol não deixou terminar.
- Claro que sim. - disse, rindo, segurando a mão dela.
Alice aproveitou para brincar, olhando para Liz: - Mas... e a Liz?
Diana respondeu rápido: - Ela vai com o meu carro.
Alice arqueou a sobrancelha, divertida. - Humm... Ela já pensou em tudo, Carol. - disse em tom provocador. - Vamos, Liz, eu te levo até o carro.
Liz ficou sem graça, corando novamente.
- Alice... você não perde uma oportunidade, né?
- E por que eu perderia? - respondeu Alice, sorrindo, aproximando-se dela. - Eu gosto de ver você assim, tímida.
Carol e Diana riram juntas, observando a cena.
- Essas duas ainda vão nos dar muito assunto. - comentou Diana, divertida.
- Com certeza. - completou Carol, apertando a mão dela.
Enquanto isso, Alice caminhava com Liz até o carro. Liz estava sorridente, mas Alice percebeu algo.
- Você bebeu um pouco demais, Liz. Não acho uma boa ideia dirigir.
Liz riu, apoiando-se levemente no braço dela.
- Eu estou bem... só um pouco leve.
- Mesmo assim, não vou deixar você dirigir. - disse Alice, firme mas carinhosa. - Vem comigo, você pode dormir no meu apartamento.
Liz sorriu, tímida.
- Eu não vou dormir com você no primeiro encontro.
Alice riu, divertida. - Tecnicamente... nós vamos dormir juntas. Só não no mesma cama.
Liz mordeu os lábios, rindo, e deixou-se levar. Ao chegarem, Alice mostrou o quarto de hóspedes.
- Eu não tenho roupa pra dormir aqui Alice.
-Eu vou buscar, enquanto a senhorita vai tomar um banho, vou deixar em cima da cama. Ok?
Liz balançou a cabeça e foi para o banheiro, Alice ficou pensativa, imaginando-a, sorriu balançando a cabeça foi buscar um moletom e uma blusa para ela dormir, aproveitou e trouxe algumas calcinhas novas.
- Aqui está. - disse mais alto para que Liz ouvisse.
Ela respirou fundo. Sorriu e foi se arrumar, a noite seria longa pensou.
Pouco depois, Liz voltou, com os cabelos úmidos e um sorriso tímido ao perceber o cuidado de Alice
- Obrigada, Alice. - murmurou, antes de se deitar, mesmo que ela não ouvisse, estava encantada pelo carinho da médica.
As duas se recolheram em seus quartos, mas demoraram a dormir. Cada uma pensava na outra, no que sentiam, no que poderia acontecer. O coração acelerado, o desejo contido, e a certeza de que aquela noite havia mudado algo entre elas.
Assim que a porta se fechou, Carol encostou-se nela e puxou Diana pela cintura. O primeiro beijo foi urgente, cheio de desejo contido. Diana correspondeu com intensidade, suas mãos deslizando pelas costas de Carol, apertando-a contra si.
- Você não imagina o quanto eu esperei por isso... - murmurou Carol, ofegante, antes de voltar a beijá-la.
- Eu também. - respondeu Diana, sorrindo entre os lábios dela.
O sofá se tornou o palco da entrega. Elas se jogaram ali, rindo e se beijando, mas logo os risos deram lugar a suspiros. As mãos se buscavam sem pressa, explorando cada curva, cada detalhe. Carol mordia suavemente o lábio de Diana, arrancando dela um gemido baixo que fez o coração disparar.
- Você me deixa louca... - confessou Diana, apertando a mão de Carol.
- Então vem comigo. - disse Carol, com os olhos brilhando, puxando-a pela mão.
Ainda aos beijos, tropeçando em passos apressados, elas atravessaram o corredor. O desejo era palpável, os corpos colados, as bocas se encontrando sem pausa. Ao chegarem à porta do quarto, Carol encostou Diana contra a parede, beijando-a com mais intensidade.
- Eu não quero parar. - sussurrou Carol.
- Nem eu. - respondeu Diana, antes de se perder novamente nos lábios dela.
De mãos dadas, rindo e se beijando, entraram no quarto, deixando para trás qualquer hesitação.
Fim do capítulo
Capitulo novo, espero que vcs gostem...
Também espero bastante comentários... O que estão achando da história?
só pra deixar vc com gostinho de quermo mais e animar pra comentar e eu voltar rápido:
Cenas do proximo capitulo: "No quarto, Carol empurrou Diana contra a cama, rindo entre beijos. — Hoje você não escapa de mim… — sussurrou, mordendo-lhe o lábio. Diana puxou-a para cima, ofegante: — Então me mostra até onde vai essa sua ousadia."...
Espero bastante comentários....
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 28/06/2026
Ansiosa por esse momento....bom elas aproveitarem porque ja estou pensando na tempestade que vem pela frente....
Alice e Liz tô adorando a evolução delas...longo estarão grudadas
Zanja45
Em: 28/06/2026
Gabriel ficou bem balançado com essa história que a mãe de Ana Carolina contou a ele. Ela soube como semear a discórdia direitinho. Se ele tinha uma rixa grande com ela por conta de achar que Carol tomou o lugar dele em relação ao amor do pai. Agora foi intensificado por saber que a sobrinha está envolvida com a mulher que é filha da suposto assassino de seu irmão.
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