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Sob as Sombras de Nova Esperança por Dinha Lins

Ver comentários: 3

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Palavras: 3163
Acessos: 295   |  Postado em: 27/06/2026

Capitulo 38

Capítulo 38

 

"A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados; amados por nós mesmos, ou melhor, apesar de nós mesmos." - Victor Hugo

 

Gabriel passou o dia inteiro remoendo as palavras da cunhada. As palavras de Marina ecoavam em sua mente, misturadas com a conversa firme de Elisa. A ansiedade crescia, o coração acelerava. Ele estava perturbado e no fim da tarde, incapaz de suportar tudo aquilo, ele ligou para a psicóloga.

- Doutora Vanessa, preciso de uma consulta urgente amanhã cedo. - Disse com a voz tensa.

Ela percebeu a ansiedade dele e aceitou, marcando para a manhã seguinte. Mas, antes ainda tiveram uma breve conversa.

- Gabriel, vou te atender amanhã logo cedo, mas, vamos conversar um pouco agora por vídeo.

- Não precisa doutora.

- Precisa. Me ligue agora.

Gabriel fechou a porta do quarto a chaves. Não queria ser interrompido. Respirou fundo antes de ligar. Quando a imagem da psicóloga apareceu na tela do notebook, ele já estava com os olhos cansados e a voz trêmula.

- Doutora... eu não consigo parar de pensar nas coisas que ouvi. Estou agitado, ansioso, parece que meu coração não descansa.

- Gabriel, você está em crise. É importante reconhecer isso. Fico feliz de você ter me ligado e pedido para conversamos.

Ele passou as mãos pelo rosto.

- O que exatamente está te perturbando Gabriel?

- Eu... - Ele fechou os olhos, respirou fundo.

Vanessa o observou com calma.

- Hoje encontrei com minha cunhada. Ela me disse algumas coisas e eu não consigo tirar isso da cabeça.

- Ela é irmã da sua esposa?

- Não... Não.. Ela é a viúva de meu irmão, Otávio.

- O que ela te disse para te deixar tão ansioso?

- Como eu já havia dito Vanessa, tenho problemas com a minha sobrinha, Ana Carolina que é filha dela, por sinal. A Marina, minha cunhada, disse que Carol está envolvida com.... com filha do assassino do meu irmão e pai dela. Ela também fez questão de... de insinuar que minha esposa e a minha sobrinha eram mais que amigas ou foram mais que amigas. - Ele se levantou e andou um pouco pelo quarto, as mãos na cabeça negando que tal situação fosse possível.

Vanessa apenas observava atenta aos gestos corporais dele. Após alguns instantes ele sentou-se novamente a frente do notebook.

- Mais calmo? Ela perguntou suavemente.

- Elisa já me disse inúmeras vezes que nunca teve naca com a Ana Carolina. Que elas sempre foram amigas e ela sempre viu a Carol como a melhor amiga da prima e justamente por isso acabaram se tornando amigas. Que minha sobrinha nunca em momento algum tentou algo com ela porque nunca houve interesse por parte de nenhuma das duas.

- E isso não é o suficiente para você acreditar na sua esposa, no seu relacionamento?

- Deveria ser, mas, tive algumas experiências ruins com ela, como já falei antes. A Carol ficou com algumas mulheres que me interessei ou tive algo. Mas, não é apenas isso que está me incomodando, no fundo sei que elas nunca tiveram nada. Eu acredito na minha esposa.

- Então o que realmente está te incomodando em toda essa história contada por sua cunhada?

- Que minha sobrinha possa estar se envolvendo com a filha do assassino do meu irmão. Isso para mim é impossível. Ela cresceu sem o pai, que era maravilhoso, meu irmão era a melhor pessoa do mundo e foi assassinado covardemente por aquele sujeito. Meu pai deu o amor que seria para mim, para ela e... para que? Para ela estar com a filha do homem que matou o filho dele?

Vanessa inclinou-se levemente para frente.

- Eu não consigo tirar isso da cabeça. Depois que cheguei desse almoço, falei com Elisa, e ela me fez ver que talvez eu esteja sendo manipulado pela minha cunhada. Não seria a primeira vez que ela faria isso, ela não aceita que minha sobrinha seja lésbica, odeia a prima da Elisa que é a melhor amiga da Carol e poderia inventar tudo isso. Mas eu não consigo desligar, deixar de ver que minha cunhada possa ter razão e talvez, minha sobrinha não saiba quem realmente é essa mulher que pode estar na vida dela. Eu não sei o que fazer ou pensar Vanessa. Eu realmente não sei.

- Você está preso entre a raiva e a dúvida. Isso é natural, mas não pode deixar que isso te consuma. Quando a mente fica nesse turbilhão, precisamos de pontos de apoio.

Gabriel suspirou.

- Converse com alguém que seja seu porto seguro. - Aconselhou Vanessa.

- Eu tentei falar com a Elisa... mas não sei o que fazer. Ela defende minha sobrinha e isso me irrita, me faz agir de uma maneira que eu não quero mais.

- Você fala da sua mãe como amor, respeito e sempre afirmou que ela sempre foi um porto seguro para você no meio de tudo.

Gabriel ficou em silêncio por alguns segundos, até que um sorriso breve surgiu.

- Minha mãe... sempre foi meu apoio. Com ela eu me sinto acolhido.

- Então faça isso. - Disse Vanessa, firme. - Ligue para ela.

- Mas, como posso dizer para ela o que minha cunhada disse?

- Gabriel, fale sobre o que você está vivendo, compartilhe com ela sua felicidade com a gravidez de Elisa, deixe que ela seja o seu porto seguro nesse momento. Como eu disse há pouco você está preso na raiva e na dúvida. Você precisa se conectar com quem pode te trazer calma e lembranças de afeto. Isso ajuda a quebrar o ciclo da ansiedade. Alegria também faz parte da cura, quando não conseguimos lutar sozinhos, buscamos ajuda Gabriel, o mais difícil você já está fazendo que é justamente buscar essa ajuda para lidar com tudo o que você passou.

Gabriel assentiu, mais calmo.

- Vou ligar para minha mãe.

Vanessa sorriu.

- Ótimo. Por hoje, se permita descansar. E amanhã cedo conversaremos com mais calma e falamos sobre a conversa com sua mãe, até amanhã Gabriel.

Gabriel desligou a chamada, respirou fundo e pegou o celular novamente. Estava decidido: ligaria para Dona Estelita, seu porto seguro.

Buscou o número da mãe. Quando ouviu a voz de Dona Estelita, um alívio imediato tomou conta dele.

- Mãe... como é bom ouvir você.

Ela sorriu do outro lado da linha, cheia de ternura.

- Meu filho, estava pensando em você. Como você está? E Elisa?

Gabriel respirou fundo, e pela primeira vez no dia, sorriu de verdade.

- Ontem soubemos que será uma menina. Elisa está grávida de uma princesa. Eu estou imensamente feliz, mãe.

Dona Estelita se iluminou.

- Mais uma neta! Que bênção. Você sabe o quanto isso me alegra.

O amor entre eles era profundo. Gabriel sempre se sentira acolhido pela mãe, o único porto seguro em meio às tempestades da vida.

- Quando vocês voltam para a fazenda? - perguntou ela, animada.

- Estou pensando em voltar em alguns dias, mas vai depender de Elisa... e de algumas coisas que estou resolvendo. - respondeu Gabriel, sem mencionar a terapia.

Do outro lado da sala, Dr. Mário ouvia em silêncio a conversa entre esposa e filho.

- Seu pai sente sua falta. - disse Estelita. Gabriel suspirou, pesado. - Então por que ele não liga, mãe?

Ela hesitou.

- Ele está repensando algumas atitudes. Sua ida para a capital mostrou coisas a ele.

Gabriel fechou os olhos, a voz embargada. - Eu amo o meu pai... mas não sei se ele me ama. Talvez eu esteja aprendendo que não preciso desse amor para viver.

Estelita se emocionou.

- Não diga isso, filho. Ele te ama, só não soube demonstrar.

Gabriel respondeu com firmeza, a dor transbordando:

- O amor que eu queria dele... ele deu à Ana Carolina. Ela acabou tendo tudo o que desejei algum dia em relação ao meu pai.

Um silêncio pesado tomou conta da sala. Do outro lado, Dr. Mário sentiu o golpe das palavras do filho.

- Vou desligar, mãe. Quero ficar com Elisa. - disse Gabriel, suavizando o tom. - Eu te amo, mãe. Amanhã volto a ligar preciso conversar com senhora, só que agora não é o melhor momento.

- Filho... Está bem meu amor. Eu também te amo.

Ele encerrou a ligação. Dona Estelita permaneceu com o celular nas mãos por alguns segundos, pensativa. O coração apertado pelas palavras do filho. Ao levantar os olhos, encontrou Mário sentado na poltrona, imóvel, mas com o olhar pesado. Ele havia escutado toda a conversa.

- Você ouviu, não foi? - disse ela, firme.

Mário não respondeu de imediato. Apenas respirou fundo, como quem carrega um fardo antigo.

- Ele disse que não sabe se você o ama, Mário. - continuou Estelita, com a voz embargada. - E que talvez esteja aprendendo a viver sem esse amor.

O velho abaixou a cabeça, silencioso.

- Gabriel sempre te amou. Sempre quis sua aprovação. Mas você nunca soube demonstrar. - Estelita se aproximou, encarando-o.

Mário fechou os olhos, como se as palavras fossem golpes.

- Eu... eu não sabia que ele sentia dessa forma.

- Não sabia porque nunca quis ver. - retrucou Estelita, firme. - Quantas e quantas vezes eu falei para você? Hein? Perdi a conta das vezes, até Otávio quando vivo falou com você sobre suas cobranças excessivas para com Gabriel.

O silêncio tomou conta da sala. Mário parecia menor, encolhido diante da verdade.

- Sabe o que é pior? Ele culpa a Ana Carolina! Ele culpa a sobrinha porque viu o amor, a atenção, o carinho que queria de você ir para ela. E eu não estou aqui culpando a minha neta. Longe disso, porque eu a amo intensamente, mas você... você não... você nunca conseguiu dar amor aos dois, ou melhor, você esqueceu que seu filho também precisava de você.

Mário passou a mão pelo rosto, pensativo.

- Talvez seja tarde demais... Eu o amo Estelita, você sabe disso.

- O pior é que eu sei. E como sei que você o ama. Nunca é tarde para demonstrar amor a um filho Mário. - respondeu ela, com firmeza. - Mas se você não fizer nada agora, aí sim será tarde demais.

O velho médico ficou em silêncio, absorvendo cada palavra. Pela primeira vez em muito tempo, parecia realmente refletir sobre os erros que havia cometido como pai.

Enquanto Gabriel e Mário se perdia em suas angústias, na fazenda de Diana o clima era outro.

Liz e Diana passaram o dia inteiro com o pensamento voltado para o jantar a quatro no apartamento de Ana Carolina.

Diana, mesmo em meio às reuniões com Lavínia e aos afazeres da fazenda, não conseguia esconder o sorriso. A cada pausa, trocava mensagens com Carol, pequenas palavras que iluminavam seu dia. O coração dela estava leve, ansioso, cheio de expectativa.

Liz, por sua vez, sentia-se nervosa. A ideia do jantar a deixava agitada, como se fosse um passo importante demais. Mas uma mensagem carinhosa de Alice, simples e doce, conseguiu encantá-la e trazer algum alívio.

Pouco antes de se arrumar, Liz teve uma conversa com Mariana, sua mãe. Foi um momento de mãe e filha, marcado por respeito e amor. Mariana a ouviu com paciência, apoiou com carinho e disse: - Filha, você precisa confiar em si mesma. Alice vai respeitar os limites que você impor, mas é importante que você fale, que deixe claro o que sente e o que deseja.

Liz abaixou os olhos, emocionada. - Eu tenho medo, mãe... medo de me perder nisso. - Você não vai se perder. - respondeu Mariana, segurando as mãos da filha. - Porque você sabe quem é, e porque eu estarei sempre aqui.

O abraço das duas foi longo, cheio de afeto. Liz sentiu que, com o apoio da mãe, poderia enfrentar o jantar com mais calma.

Liz e Diana chegaram juntas ao apartamento de Ana Carolina. Carol abriu a porta com um sorriso largo, e Alice logo apareceu atrás dela, abraçando as duas com entusiasmo.

- Achei que vocês iam desistir de vir! - disse Carol, rindo. - Desistir? - retrucou Diana, animada. - Eu passei o dia inteiro contando as horas.

Alice olhou para Liz, que estava visivelmente nervosa, e disse em tom carinhoso: - Ainda bem que você veio... eu estava esperando por você.

Liz corou imediatamente, desviando o olhar. Diana percebeu e não perdeu a chance de brincar: - Ih, olha só, Alice, você conseguiu deixar a Liz vermelha antes mesmo do jantar começar!

Carol caiu na gargalhada. - Verdade! Se continuar assim, vamos ter que servir água com açúcar pra Liz.

Liz tentou se defender, tímida: - Vocês não têm jeito...

O jantar foi servido com pratos simples preparados por Carol, mas o clima era de festa. Entre uma garfada e outra, as histórias surgiam. Liz contou, rindo, sobre a vez em que se perdeu na biblioteca da faculdade e acabou dormindo entre os livros. - Eu acordei com o segurança me cutucando. - disse, cobrindo o rosto de vergonha.

Diana não perdeu a oportunidade: - Isso é a cara da Liz! Dormir na biblioteca e ainda achar que estava estudando.

Alice riu tanto que quase derrubou a taça de vinho. - Eu sabia que você era dedicada, Liz, mas não imaginava que fosse a esse ponto!

Liz ficou ainda mais corada, e Alice, aproveitando o momento, sussurrou: - Eu adoraria te ver dormindo assim, cercada de livros... deve ser uma cena linda.

Liz engasgou levemente com o vinho, arrancando gargalhadas de Carol e Diana. - Pronto, Alice, você conseguiu deixar Liz sem palavras. - disse Diana. - Isso é raro, viu? A Liz sempre tem uma resposta pronta.

Na varanda, já com taças de vinho nas mãos, se acomodaram em pares: Alice e Liz em uma poltrona, Carol e Diana em outra. A conversa se alongava, cheia de risadas e confidências.

- Carol, você sempre foi assim tão animada? - perguntou Liz, curiosa. - Sempre. - respondeu Carol, sorrindo. - Mas com a Diana eu fico ainda mais. Ela me faz rir de qualquer coisa.

Diana apertou a mão dela discretamente, e Carol retribuiu com um olhar cúmplice.

Alice se virou para Liz, olhando-a nos olhos. - E você? O que te faz rir assim? Liz hesitou, o rosto corado.

- Talvez... estar aqui. - murmurou, tímida.

Carol e Diana se entreolharam e caíram na risada. - Pronto, Alice, você conseguiu de novo. - disse Diana. - A Liz está oficialmente sem defesas. - completou Carol.

As quatro brindaram, celebrando não apenas o jantar, mas a cumplicidade que nascia entre elas. Conversaram sobre pequenas situações do dia a dia, riram de histórias antigas e se perderam no tempo.

Quando Liz olhou para o relógio, arregalou os olhos. - Gente, já é quase meia-noite! Carol riu. - Quando a companhia é boa, o tempo voa.

Ninguém queria encerrar a noite, mas sabiam que precisavam. O jantar, que começou com expectativa e nervosismo, terminava com alegria, flertes e promessas silenciosas de novos encontros.

- Você vai pra casa, Diana? - perguntou Carol, olhando para ela com um sorriso cúmplice. - Na verdade, pensei que... - Diana começou, mas Carol não deixou terminar.

- Claro que sim. - disse, rindo, segurando a mão dela.

Alice aproveitou para brincar, olhando para Liz: - Mas... e a Liz?

Diana respondeu rápido: - Ela vai com o meu carro.

Alice arqueou a sobrancelha, divertida. - Humm... Ela já pensou em tudo, Carol. - disse em tom provocador. - Vamos, Liz, eu te levo até o carro.

Liz ficou sem graça, corando novamente.

- Alice... você não perde uma oportunidade, né?

- E por que eu perderia? - respondeu Alice, sorrindo, aproximando-se dela. - Eu gosto de ver você assim, tímida.

Carol e Diana riram juntas, observando a cena.

- Essas duas ainda vão nos dar muito assunto. - comentou Diana, divertida.

- Com certeza. - completou Carol, apertando a mão dela.

Enquanto isso, Alice caminhava com Liz até o carro. Liz estava sorridente, mas Alice percebeu algo.

- Você bebeu um pouco demais, Liz. Não acho uma boa ideia dirigir.

Liz riu, apoiando-se levemente no braço dela.

- Eu estou bem... só um pouco leve.

- Mesmo assim, não vou deixar você dirigir. - disse Alice, firme mas carinhosa. - Vem comigo, você pode dormir no meu apartamento.

Liz sorriu, tímida.

- Eu não vou dormir com você no primeiro encontro.

Alice riu, divertida. - Tecnicamente... nós vamos dormir juntas. Só não no mesma cama.

Liz mordeu os lábios, rindo, e deixou-se levar. Ao chegarem, Alice mostrou o quarto de hóspedes.

- Eu não tenho roupa pra dormir aqui Alice.

-Eu vou buscar, enquanto a senhorita vai tomar um banho, vou deixar em cima da cama. Ok?

Liz balançou a cabeça e foi para o banheiro, Alice ficou pensativa, imaginando-a, sorriu balançando a cabeça foi buscar um moletom e uma blusa para ela dormir, aproveitou e trouxe algumas calcinhas novas.

- Aqui está. - disse mais alto para que Liz ouvisse.

Ela respirou fundo. Sorriu e foi se arrumar, a noite seria longa pensou.

Pouco depois, Liz voltou, com os cabelos úmidos e um sorriso tímido ao perceber o cuidado de Alice

- Obrigada, Alice. - murmurou, antes de se deitar, mesmo que ela não ouvisse, estava encantada pelo carinho da médica.

As duas se recolheram em seus quartos, mas demoraram a dormir. Cada uma pensava na outra, no que sentiam, no que poderia acontecer. O coração acelerado, o desejo contido, e a certeza de que aquela noite havia mudado algo entre elas.

Assim que a porta se fechou, Carol encostou-se nela e puxou Diana pela cintura. O primeiro beijo foi urgente, cheio de desejo contido. Diana correspondeu com intensidade, suas mãos deslizando pelas costas de Carol, apertando-a contra si.

- Você não imagina o quanto eu esperei por isso... - murmurou Carol, ofegante, antes de voltar a beijá-la.

- Eu também. - respondeu Diana, sorrindo entre os lábios dela.

O sofá se tornou o palco da entrega. Elas se jogaram ali, rindo e se beijando, mas logo os risos deram lugar a suspiros. As mãos se buscavam sem pressa, explorando cada curva, cada detalhe. Carol mordia suavemente o lábio de Diana, arrancando dela um gemido baixo que fez o coração disparar.

- Você me deixa louca... - confessou Diana, apertando a mão de Carol.

- Então vem comigo. - disse Carol, com os olhos brilhando, puxando-a pela mão.

Ainda aos beijos, tropeçando em passos apressados, elas atravessaram o corredor. O desejo era palpável, os corpos colados, as bocas se encontrando sem pausa. Ao chegarem à porta do quarto, Carol encostou Diana contra a parede, beijando-a com mais intensidade.

- Eu não quero parar. - sussurrou Carol.

- Nem eu. - respondeu Diana, antes de se perder novamente nos lábios dela.

De mãos dadas, rindo e se beijando, entraram no quarto, deixando para trás qualquer hesitação.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Capitulo novo, espero que vcs gostem... 

Também espero bastante comentários... O que estão achando da história?

só pra deixar vc com gostinho de quermo mais e animar pra comentar e eu voltar rápido:

Cenas do proximo capitulo: "No quarto, Carol empurrou Diana contra a cama, rindo entre beijos. — Hoje você não escapa de mim… — sussurrou, mordendo-lhe o lábio. Diana puxou-a para cima, ofegante: — Então me mostra até onde vai essa sua ousadia."...

Espero bastante comentários....


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Comentários para 38 - Capitulo 38:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 28/06/2026

Ansiosa por esse momento....bom elas aproveitarem porque ja estou pensando na tempestade que vem pela frente....

Alice e Liz tô adorando a evolução delas...longo estarão grudadas

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Zanja45
Zanja45

Em: 28/06/2026

Eita que Carol foi com tudo pra cima de Diana. Bastou as amigas irem, para as duas dar vazão aos sentimentos que estavam pipocando por dentro. Quero ver o desfecho no próximo episódio, pois já deu para ver na prévia que vai ser intenso.

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Zanja45
Zanja45

Em: 28/06/2026

Gabriel ficou bem balançado com essa história que a mãe de Ana Carolina contou a ele. Ela soube como semear a discórdia direitinho. Se ele tinha uma rixa grande com ela por conta de achar que Carol tomou o lugar dele em relação ao amor do pai. Agora foi intensificado por saber que a sobrinha está envolvida com a mulher que é filha da suposto assassino de seu irmão.

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