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In Vinculis por OutroMundoLA123

Ver comentários: 1

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Palavras: 3001
Acessos: 89   |  Postado em: 09/07/2026

Notas iniciais:

OBrigada por todos comentários meninas! Vocês não decepcionaram! 

Apenas brincando kkkk

 

Espero que gostem do capítulo!

 

Obrigada pelas visualizações! Já é muita coisa para mim! (sério!)

A Partida

Karol

O relógio marcava 22h00.

O apartamento permanecia em silêncio. O único som era o clique metálico da pistola enquanto Karol verificava o ferrolho pela última vez.

Sobre a mesa da sala, todo o equipamento estava disposto com a mesma organização de sempre: carregadores cheios, faca de combate, lanterna tática, rádio comunicador, kit de primeiros socorros e uma mochila preta já preparada. Ela passou os olhos por cada item sem pressa.

Era um hábito.

Antes de qualquer operação, tudo era conferido mais de uma vez.

Não por insegurança.

Por disciplina.

Ela encaixou o carregador, testou o funcionamento da arma, retirou-o novamente e guardou tudo no lugar. Em seguida, abriu o notebook para revisar pela última vez o trajeto até a propriedade dos Andrade. Rotas alternativas. Pontos de parada. Tempo estimado. Nada podia depender de improviso.

O celular vibrou sobre a mesa.

Lena.

"Disponível?"

Karol olhou a mensagem por alguns segundos.

Digitou apenas duas palavras.

"Estou indo."

Entre elas nunca existiram cobranças.

Nem promessas.

Nem espaço para mal-entendidos.

O acordo era simples desde o primeiro dia: quando uma precisava da outra, bastava uma mensagem. Nenhuma fazia perguntas sobre sentimentos. Nenhuma esperava exclusividade. Funcionava justamente porque ambas sabiam exatamente o que aquela relação era.

Karol pegou as chaves da caminhonete, apagou as luzes do apartamento e saiu.

 


Lena abriu a porta antes mesmo que Karol batesse pela segunda vez.

Usava um vestido preto curto, ajustado ao corpo, e os cabelos loiros caíam soltos sobre os ombros. Um leve sorriso apareceu quando reconheceu a expressão séria da delegada.

— Achei que fosse me deixar esperando.

— Se eu não pudesse vir, teria avisado.

Lena deu um passo para o lado.

— Entra.

O apartamento estava organizado, iluminado apenas pelas luzes indiretas da sala. Havia uma taça de vinho sobre a bancada da cozinha.

— Quer beber alguma coisa?

Karol balançou a cabeça.

— Vou dirigir cedo.

— Trabalho?

— Sempre.

Lena fechou a porta atrás dela.

— Você continua igual.

Karol deu um pequeno sorriso.

— E você continua fazendo perguntas que já sabe responder.

As duas riram discretamente.

Não havia tensão entre elas.

Nem necessidade de impressionar.

A intimidade construída ao longo dos meses dispensava apresentações e conversas longas.

Lena aproximou-se devagar.

— Você está com aquela expressão.

— Qual delas?

— A que aparece quando está carregando coisa demais na cabeça.

Karol desviou o olhar por um instante.

— Amanhã vai ser um dia complicado.

— Então esquece amanhã por uma hora.

Lena parou a poucos centímetros dela.

Levantou uma das mãos e ajeitou discretamente a gola da camiseta de Karol.

Os olhos azuis encontraram os dela.

— Só uma hora.

Karol sustentou o olhar por alguns segundos antes de segurar delicadamente o rosto de Lena.

— Uma hora.

Sem dizer mais nada, inclinou-se e a beijou.

O beijo não foi suave.

Karol tomou a boca de Lena com a mesma precisão que usava para manusear sua arma — calculada, firme, intencional. Suas línguas se encontraram em uma dança dominada pela morena, que segurava o rosto da loira entre as mãos, impedindo qualquer retirada. Não que Lena tentasse fugir. Pelo contrário, ela se entregou imediatamente, abrindo-se como uma flor desértica que finalmente encontra água.

As mãos de Karol desceram pelo pescoço de Lena, encontrando os ombros, deslizando pelos braços, até agarrarem a cintura com força suficiente para deixar marcas sutis. Ela empurrou Lena para trás, guiando-a pelo corredor em passos desencontrados, nunca interrompendo o beijo voraz. A loira tropeçou levemente, mas Karol a segurou, mantendo-a ereta, mantendo-a exatamente onde queria.

— Quarto — Karol rosnou contra a boca de Lena, sua voz já transformada pela excitação, tornando-se mais grave, mais áspera.

Lena assentiu, ofegante, e virou-se para liderar o caminho. Karol a seguiu de perto, seus olhos fixos na curva das nádegas da loira visíveis sob o tecido curto do vestido. Sua mente, antes ocupada com rotas de fuga e coordenadas táticas, agora concentrava-se exclusivamente em uma única missão: fazer Lena perder o controle completamente.

O quarto estava iluminado por uma única luminária de cabeceira, criando sombras profundas que dançavam nas paredes. Karol fechou a porta com o calcanhar, o som seco do impacto ecoando no silêncio. Ela não perdeu tempo com delicadezas desnecessárias. Agarrou Lena pelos ombros, virou-a bruscamente e empurrou-a contra a parede ao lado da cama.

— Você disse uma hora — Karol murmurou, seus lábios a centímetros do pescoço de Lena. — Vou usar cada minuto.

Lena arqueou as costas, oferecendo-se.

— Então para de falar e me toca.

As palavras foram como um estopim. Karol agarrou o decote do vestido de Lena e puxou com força, ouvindo o tecido ceder. Frustrada, ela desceu as mãos até a barra do vestido e o levantou por cima da cabeça da loira, jogando-o longe. Lena ficou exposta, usando apenas uma calcinha de renda preta que contrastava violentamente com sua pele clara.

Karol parou por um momento, apenas observando. Seus olhos percorreram o corpo de Lena com atenção — os seios firmes e médios, os mamilos já endurecidos em botões escuros, a cintura estreita, o ventre plano. Era uma visão que ela já conhecia, mas que nunca deixava de afetá-la. Ou talvez fosse o poder, a certeza de que naquela noite, naquela hora, Lena pertencia completamente a ela.

— Na cama — Karol ordenou. — De costas. Quero ver seu rosto.

Lena obedeceu, deitando-se no centro da cama, apoiando-se nos cotovelos, observando Karol com olhos cheios de expectativa. A posição era vulnerável, aberta, e Lena não fez nenhum movimento para cobrir-se. Pelo contrário, ela abriu levemente as pernas em convite silencioso.

Karol foi até a cômoda, abriu a gaveta inferior e retirou um cinto de couro preto e um acessório de silicone que ela mesma havia deixado ali. Os olhos de Lena brilharam ao ver o objeto, reconhecendo-o, ansiando por ele.

Enquanto Karol se despia com eficiência militar e se equipava, Lena a observava, encostada nos travesseiros. A visão de Karol nua era impressionante — um corpo esculpido por anos de treinamento, músculos definidos sem serem volumosos, pele bronzeada que parecia brilhar sob a luz amarelada.

Quando Karol se aproximou da cama, já equipada, Lena estendeu a mão, tocando a coxa da morena, sentindo a pele quente e firme.

Karol agarrou os pulsos de Lena e pressionando-o contra o colchão ao lado da cabeça da loira. — Não se preocupe. Eu sei exatamente o que estou fazendo.

Ela subiu na cama, posicionando-se entre as pernas de Lena, mantendo o olhar travado no da loira. A proximidade era intensa, quase insuportável. Karol podia ver cada detalhe do rosto de Lena — as pupilas dilatadas, as bochechas coradas, os lábios entreabertos ofegantes.

— Me olha — Karol ordenou, enquanto removia a última peça de roupa de Lena. — Não desvia o olhar. Quero ver tudo.

Lena assentiu, mordendo o lábio inferior.

Karol desceu as mãos pelo corpo de Lena, explorando cada curva, cada contorno. Seus dedos encontraram o centro da excitação da loira, circulando em movimentos lentos, calculados. Lena arqueou as costas, gem*ndo baixinho, seus olhos finalmente fechando-se involuntariamente.

— Abre — Karol ordenou, sua voz firme. — Olha para mim.

Lena obedeceu, forçando as pálpebras a se abrirem, encontrando os olhos escuros e intensos de Karol. A conexão visual era eletrizante, uma corrente invisível que as unia enquanto Karol continuava a tocar, a provocar, a construir o prazer em ritmo controlado.

— Você está molhada — Karol observou, seus dedos deslizando com facilidade. — Tão pronta.

— Sempre!— Lena respondeu, sua voz rouca de desejo.

Karol sorriu, um sorriso predatório. Ela posicionou o acessório, guiando-o até a entrada de Lena, mantendo o olhar travado.

— Segura em mim — Karol instruiu.

Lena envolveu os braços nos ombros de Karol, suas pernas abrindo-se mais, seus calcanhares apoiando-se nas costas da morena. A posição era íntima, profunda, permitindo que elas se vissem completamente.

Karol avançou.

A penetração foi lenta, deliberada, cada centímetro sendo conquistado enquanto elas se olhavam nos olhos. Lena suspirou, seu rosto se contorcendo em uma mistura de tensão e êxtase, mas seus olhos permaneciam abertos, obedientes, vidrados.

— Ahhhhh — Lena gem*u, seus dedos cravando-se nos ombros de Karol.

Ela começou a se mover, estabelecendo um ritmo intenso mas constante. Cada estocada era acompanhada por um gemido de Lena, cada movimento de quadris arrancava um suspiro mais profundo. Elas estavam conectadas não apenas fisicamente, mas visualmente, seus olhos falando o que as palavras não conseguiam expressar.

Karol apoiou-se em um cotovelo, usando a mão livre para tocar o corpo de Lena — apertando os seios, acariciando o ventre, encontrando o ponto mais sensível entre suas pernas. Lena reagiu a cada toque, seu corpo se arqueando, seus gemidos tornando-se mais altos, mais desesperados.

— Estou perto — Lena avisou, sua respiração ofegante. — Karol, estou tão perto...

— Goz* para mim! — Karol ordenou, acelerando o ritmo. 

Lena gritou, seu corpo inteiro se arqueando em um arco perfeito de êxtase. Seus olhos se arregalaram, fixos nos de Karol, enquanto as ondas de prazer a atravessavam. Karol sentiu cada contração, cada espasmo, e continuou a mover-se, prolongando o momento, arrancando cada gota de sensação.

Quando Lena finalmente desabou sobre o colchão, ofegante, satisfeita, Karol diminuiu o ritmo, permitindo que ela recuperasse o fôlego. Mas não parou completamente. Ela continuava se movendo, suavemente, mantendo a conexão.

— Ainda não acabei com você — Karol advertiu, um brilho malicioso em seus olhos.

Lena riu, um som fraco, satisfeito.

— Eu sei. Você nunca acaba de primeira.

Karol desceu a cabeça, capturando os lábios de Lena em um beijo profundo, explorando sua boca enquanto continuava a movimentar os quadris. Lena respondeu com entusiasmo, suas mãos subindo para os cabelos de Karol, puxando-a mais para perto.

A segunda rodada foi mais lenta, mais deliberada. Karol tomou seu tempo, explorando cada reação de Lena, cada gemido, cada arquear de costas. Elas mudaram de posição, com Lena subindo sobre Karol, controlando o ritmo, cavalgando com os seios balançando à frente do rosto da morena. Karol agarrou os quadris de Lena, guiando-a, estabelecendo o ritmo que queria.

— Assim — Karol gem*u, observando Lena se mover sobre ela. — Exatamente assim. Você é tão bonita quando se perde no prazer.

Lena sorriu, inclinando-se para trás, mudando o ângulo da penetração. Ambas gem*ram em uníssono, a nova posição proporcionando sensações diferentes, mais intensas.

O segundo orgasmo de Lena veio mais silencioso, mas não menos intenso. Ela se inclinou para frente, abraçando Karol, escondendo o rosto no pescoço da morena enquanto seu corpo tremia em espasmos incontroláveis. Karol a segurou firme, sentindo o prazer da loira em cada contração, em cada suspiro quente contra sua pele.

Quando Lena se recuperou, ela se afastou, olhando para Karol com olhos pesados.

— Sua vez — ela sussurrou, deslizando a mão entre as pernas de Karol, tocando-a onde o cinto não alcançava.

Karol gem*u, fechando os olhos por um momento.

— Não precisa...

— Quero — Lena insistiu, seus dedos trabalhando com habilidade. — Deixa-me retribuir.

Karol não resistiu. Ela deitou-se de costas, permitindo que Lena tomasse o controle. A loira desceu pelo corpo da morena, seus lábios deixando um rastro de beijos até encontrarem o ponto onde Karol mais precisava de atenção.

O toque da boca de Lena foi elétrico. Karol arqueou as costas, suas mãos agarrando os lençóis enquanto Lena trabalhava com a língua, com os lábios, com os dedos. A delegada, sempre tão controlada, tão disciplinada, sentia-se finalmente desmoronar, permitindo-se ser vulnerável, ser tomada.

O orgasmo de Karol veio como uma onda, construindo-se lentamente até que não houvesse como conter. Ela gritou, não um nome, não uma palavra, apenas um som puro de libertação, enquanto seu corpo se convulsionava sob a boca habilidosa de Lena.

Quando acabou, Lena subiu pelo corpo de Karol, deitando-se ao seu lado, ambas ofegantes, ambas cobertas de suor, ambas satisfeitas.

O silêncio entre elas era confortável, preenchido pela satisfação mútua.

Depois de alguns minutos, Karol se sentou e olhou para o relógio.

— Faltam dez minutos para a sua hora acabar — ela disse, um leve sorriso nos lábios.

Lena riu, um som fraco, satisfeito.

— Você é insaciável.

Karol se levantou, começando a se vestir com a mesma eficiência de antes. Lena a observou, sabendo que não deveria pedir para ela ficar, sabendo que o acordo não permitia essas fraquezas.

Quando Karol estava pronta para partir, ela parou na porta do quarto e olhou para trás. Lena ainda estava na cama, coberta pelos lençóis, os olhos pesados de sono e satisfação.

— Amanhã — Karol disse — vai ser complicado. Mas eu vou conseguir.

Lena sorriu.

— Eu sei que vai.

Karol assentiu uma vez, e então saiu, fechando a porta silenciosamente atrás de si.

Na caminhonete, dirigindo de volta para casa, Karol sentia o corpo relaxado, a mente clara. A tensão tinha sido liberada, o sangue aquecido, o instinto satisfeito. Ela estava pronta para a operação. Pronta para qualquer coisa.

Era exatamente o que ela precisava.



Isabella

O relógio marcava 07h50.

Eu estava pronta havia quase uma hora.

A mala permanecia ao lado da porta do quarto. Não era grande. Coloquei apenas o que realmente precisaria pelos próximos dias. O restante ficaria ali.

Passei os olhos pelo quarto mais uma vez antes de sair.

Cresci naquela casa. Cada móvel havia sido escolhido pela minha mãe. Meu pai dizia que eu deveria ter o melhor, e nunca economizou para isso. O quarto era maior que muitos apartamentos. Tinha varanda, closet e um banheiro que parecia o de um hotel.

Mesmo assim, fazia meses que eu não conseguia me sentir segura ali.

Peguei a mala e desci.

A casa já estava acordada.

Uma das funcionárias organizava a mesa do café. Outro funcionário atravessava o hall levando alguns documentos para o escritório do meu pai. Tudo acontecia como em qualquer outra manhã.

Lá fora ouvi o motor da caminhonete.

Olhei pela janela.

Karol havia chegado.

Ela estacionou perto da entrada principal e desligou o motor. Não buzinou. Apenas desceu e observou o terreno antes de caminhar até a porta.

Ela fazia aquilo naturalmente.

Não parecia nervosa.

Parecia acostumada.

Quando cheguei ao hall, encontrei meu pai conversando com ela.

Os dois falavam baixo.

Meu pai foi o primeiro a me ver.

— Dormiu alguma coisa?

Balancei a cabeça.

— Não.

Ele apenas assentiu. Também parecia cansado.

Meu pai sempre foi um homem difícil de ler. Dono de empresas, acostumado a resolver problemas, negociar contratos e tomar decisões importantes. Desde pequena eu o via sair cedo e voltar tarde, mas nunca deixou faltar nada para mim ou para minha mãe.

Naquele momento, porém, ele não parecia um empresário.

Parecia apenas meu pai.

— Os documentos estão aqui.

Ele estendeu um envelope para Karol.

— Tem cópia de tudo. Identidade, contatos, os números dos meus advogados e telefones particulares.

Karol conferiu rapidamente o conteúdo.

— Obrigada.

— Se precisar de qualquer recurso...

Ela interrompeu.

— Se eu precisar, entro em contato.

Meu pai concordou com um leve movimento de cabeça.

Os dois se entendiam sem precisar falar muito.

Minha mãe apareceu logo depois.

Ela me abraçou demoradamente.

— Me liga quando chegar.

— Eu ligo.

Ela segurou meu rosto.

— Promete?

— Prometo.

Quando ela se afastou, meu pai veio até mim.

Por um instante achei que ele fosse apenas apertar minha mão.

Em vez disso, me abraçou.

Fazia muito tempo que aquilo não acontecia.

— Me desculpa.

A voz saiu baixa.

— Pai...

— Eu devia ter percebido antes.

Fechei os olhos.

— Anthony nunca mostrou quem realmente era perto de vocês.

— Mesmo assim...

— A culpa não é sua.

Ele respirou fundo antes de me soltar.

— Eu vou resolver tudo por aqui. Você só precisa pensar em ficar bem.

Assenti.

Sabia que ele faria exatamente isso.

Meu pai resolvia problemas.

Era o jeito dele de cuidar das pessoas.

Karol aproximou-se.

— Precisamos ir.

Pegou minha mala antes que eu pudesse responder e caminhou até a caminhonete.

Meu pai acompanhou o movimento.

— Delegada.

Karol olhou para ele.

— Minha filha está sob sua responsabilidade.

— Está.

A resposta veio firme.

Sem exagero.

Sem promessas que ninguém poderia garantir.

Meu pai estendeu a mão.

Karol apertou.

— Vou fazer o que for necessário para mantê-la segura.

Era tudo o que ele precisava ouvir.

Entramos na caminhonete.

Karol ligou o motor e esperou o portão principal começar a abrir.

Olhei pela janela.

Minha mãe permanecia na varanda.

Meu pai estava ao lado dela, com a mão apoiada em suas costas.

Os dois continuaram ali até sairmos da propriedade.

Nenhum deles acenou.

Acho que sabiam que, se o fizessem, eu pediria para voltar.

Assim que alcançamos a rodovia, Karol aumentou a velocidade.

Durante vários minutos ninguém falou nada.

Ela dirigia com atenção, olhando constantemente pelos retrovisores.

Em alguns momentos diminuía a velocidade, deixava um carro ultrapassar ou mudava de faixa sem necessidade aparente.

Depois de observar aquilo algumas vezes, resolvi perguntar.

— Está verificando se estamos sendo seguidas?

— Sim.

— Acha que alguém pode estar?

— Não trabalho com "acho". Eu confirmo.

Olhei pelo retrovisor.

— E?

— Até agora, não.

Voltei a olhar para frente.

A estrada estava relativamente vazia naquela manhã.

Depois de alguns quilômetros, Karol pegou o celular preso ao painel, apertou um botão e fez uma ligação rápida.

— Carlos.

Fez uma breve pausa.

— Saímos. Tudo normal até o momento.

Ouvi a voz de um homem responder do outro lado, mas não consegui entender as palavras.

— Qualquer mudança eu aviso.

Ela desligou.

— Outro policial?

— Um investigador da minha equipe.

Assenti.

Era estranho perceber que existia um plano.

Que alguém havia pensado nos detalhes antes de me tirar dali.

Passei meses acreditando que estava sozinha.

Agora havia pessoas trabalhando para impedir que Anthony chegasse até mim.

Ainda sentia medo.

Isso não mudaria de uma hora para outra.

Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu tinha a impressão de que alguém estava no controle da situação.

E não era Anthony.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

O que achara?!

 

Dicas? Dúvidas? Anceios?

 

Comentem!

Até o próximo! (Está quase pronto, devo postar até domingo...)


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Comentários para 2 - A Partida:
mtereza
mtereza

Em: 16/07/2026

Personagem interessante essa Lena gostei dela rsrs . E mais ainda desse  clima de suspense da história 

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